'A CPI obrigou Bolsonaro a sair da maluquice de tratamento precoce e comprar vacinas', diz Otto

Em entrevista ao Bom Dia Feira, na manhã desta sexta, o senador afirmou que o presidente se elegeu mentindo e continua mentindo para tentar reeleição, analisou depoimentos da CPI e destacou a vacina como única saída para o fim da pandemia.

Foto: Divulgao

A CPI da Covid no Senado, criada para apurar a atuação do governo federal na pandemia do novo coronavírus, já contou com depoimentos de ex-ministros do governo Bolsonaro, atual ministro da Saúde, ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, médicos como Nise Yamaguchi, entre outros, e rendeu grandes embates.

Ao Bom Dia Feira, na manhã desta sexta-feira (18), o senador e membro da comissão especial no Senado para monitorar a situação da Covid-19 no Brasil, Otto Alencar (PSD), fez uma avaliação dos trabalhos da CPI, fato que, segundo ele, foi determinante para a compra de vacinas pelo governo federal.

'Nós tivemos a coragem de enfrentar um poder muito grande, o poder de um presidente da República que está mobilizando CGU, uma parte da pressão do Ministério da Justiça, onde ele colocou uma pessoa da confiança dele contra nós todos, para que não acontecesse a CPI. Quando nós conseguimos as 28 assinaturas, ele viu que não teria como não abrir a CPI e as coisas mudaram, ele tirou Pazuello do Ministério, botou Queiroga e começou a estimular que assinasse os contratos de vacina. A CPI obrigou Bolsonaro a sair dessa coisa maluca de tratamento precoce, isso não tem cabimento, está comprovado, nenhum país no mundo que é sério na questão de saúde está fazendo isso, claro que nós respeitamos os médicos que estão assinando as receitas, tenho crítica ao Ministério da Saúde que colocou no site, para o Brasil inteiro, o tratamento precoce com hidroxicloroquina que as pessoas que tem problemas cardíacos, arritmia, não podem tomar porque podem ter parada cardíaca e ir a óbito', afirma.

Entre os nomes ouvidos, até então, o senador aponta o depoimento do presidente da Anvisa, Almirante Barra Torres, como o único verdadeiro: ‘todos os outros foram lá mentir’, disse.

'Ao contrário do Bolsonaro, ele falou a verdade, ele disse, textualmente, que a hidroxicloroquina não tinha eficácia, disse, textualmente, que em relação a vacina, o governo vacilou. O Ernesto Araújo, ex-chanceler, obtuso, inercio, porque isolou o Brasil do mundo. Foi lá mentir também, o Fábio, secretário de Comunicação, a capitã cloroquina, coronel Élcio, ou seja, todos que estiveram por lá, faltaram com a verdade, inclusive Queiroga, como um ministro da Saúde não conhece a bula de uma vacina para aplicar nos brasileiros, e o próprio Pazuello que foi o capitão mor da mentira. Vamos responsabilizar todas as figuras obtusas que estiveram no Ministério da Saúde', acrescenta.  

Assista a entrevista na íntegra: 

Compartilhe

Deixe seu comentário