'Vamos nos preparar para ser uma terceira via em 2022', diz senador Nelson Trad Filho sobre o PSD

Em entrevista ao Linha Direta com o Povo (Sociedade News FM), nesta quarta, senador falou sobre projeto de lei que visa fazer com que o Brasil tenha mais vacinas, analisou CPI da Covid, ações do governo federal no combate à pandemia e pleito de 2022

Foto: Reprodução

Um projeto de lei, cujo relator será o senador Nelson Trad Filho (PSD), vai analisar a suspensão de patente ou licença compulsória para vacinas, medicamentos e outros produtos essenciais no enfrentamento à covid-19.

Em entrevista ao Linha Direta com o Povo (Sociedade News FM), nesta quarta-feira (05), o senador destacou que a intenção do projeto é fazer com que o Brasil possa ter mais vacinas.

'Do jeito que está isso aí, não teve uma pessoa que está na nossa linha de contato, que não perdeu um amigo, é uma situação muito delicada. A gente viu que entre preservar lucros e negócios ou vidas, optamos pelo lado humano de preservar vidas e a gente achou uma linha intermediária que possibilita com que a gente traga para a mesa de negociação que durante a pandemia, a gente consiga de forma mais fácil, rápida e em maior quantidade, replicar vacinas e equipamentos para colocar na mão de prefeitos e governadores darem prosseguimento a vacinação que está muito lenta, precisamos achar um caminho para correr com essa vacina, Canadá fez isso, Israel e outros países', diz.  

Sobre a CPI da Covid, que está em andamento no Senado e ouviu o ex-ministro Mandetta na terça-feira (04) e Nelson Teich hoje, Trad relata que o pontapé inicial da CPI foi a falta de oxigênio que ocorreu em Manaus, AM.

'Na minha avaliação, essa CPI tem a finalidade de apontar soluções para os erros que foram cometidos no passado e que eles não sejam repetidos. O PSD, o partido que eu sou lidar, indicou dois nomes muito conceituados aqui no Senado, um para presidir que foi o Omar Aziz, que é de Manaus e sabe o meio campo dessa história toda, e o outro é o senador baiano, Otto Alencar, uma pessoa que engrandece muito o Senado, e na suplência, outro senador baiano, Ângelo Coronel. Tralhei com o Mandetta por oito anos e ele é muito técnico, muito seguro, e o depoimento dele foi exatamente em cima disso, ele não dá ponto sem nó, ele se baseia na ciência e evidências. Em relação ao ministro Teich, ele disse que saiu porque não tinha autonomia para conduzir os destinos dessa terrível pandemia, a partir do momento que a pessoa não tem autonomia, não tem sentido ficar a frente de um cargo como esse, ainda mais com uma confusão dessas pairando sob a vida de todo mundo', afirma.

No combate à doença, Nelson avalia o auxílio emergencial como o maior ponto positivo em relação as ações do governo federal.

'Em relação aos erros, eu entendo que o Brasil podia ter mais vacinas do que está tendo, a gente ficou sem entrar no foco dessa situação lá na frente, estamos ainda correr atrás desse prejuízo porque não tem outro caminho', pontua.

Sobre o cenário político que vem sendo desenhado para o pleito de 2022, o senador ressalta que vê a realização de uma disputa acirrada.

'A partir do momento que emergir uma terceira via, vai embolar todo mundo e vai ser um Deus nos acuda, mas isso em política é bom, meche com todo mundo. Nós somos do PSD, na Bahia é um partido muito forte, e estamos ficando grande nas demais regiões e vamos nos preparar para essa terceira via, precisamos colocar o time em campo, estamos nos estruturando para isso, vamos ser uma alternativa interessante para a população brasileira, temos a característica de ser um partido alternativo, mas é indiscutível que o favoritismo está polarizado entre Lula e Bolsonaro, essa questão acabou sendo muito boa para a democracia porque democracia é isso, valorizou o jogo político e deixa emoções a vista para 2022', destaca.

Assista a reportagem na íntegra: 

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