Entidade promove ações de incentivo à leitura para crianças e adolescentes durante internamento

Associação Viva e Deixe Viver atua há 23 anos, já impactou cerca de 2,6 milhões de pessoas e conquistou reconhecimentos relevantes a partir do trabalho de multiprofissionais.

Foto: Divulgação

Há 23 anos, a Associação Viva e Deixe Viver, com o intuito de promover leitura, auxilia crianças e adolescentes, durante o período de internação, com a promoção de literatura infanto-juvenil e a arte de contar histórias, acolhendo também os familiares.

A entidade já impactou cerca de 2,6 milhões de pessoas e conquistou reconhecimentos relevantes a partir do trabalho de multiprofissionais.

'No início, eu trabalhei com veículo de comunicação e via como a criança ficava em frente à tv e quase pouco nada em frente à leitura, então a Viva nasce com esse propósito e atuando dentro do hospital, onde as crianças ficam muito apreensivas e com medo', contou o publicitário Valdir Cimino, fundador da Associação, ao Bom Dia Feira desta sexta-feira (09).

De acordo com ele, atualmente o projeto atua em 86 hospitais brasileiros e com mais de 1.300 voluntários que, atualmente, em função da pandemia, estão atuando de forma remota.

'As crianças nos mostram um caminho muito interessante porque estão muito próximas da tecnologia e aproximam os pais, a gente não vê a hora de voltar, mas a pandemia nos fez repensar todo o processo de levar contação de história, brincar, transformar ambientes tristes em um ambiente mais feliz. A gente não ver a hora de voltar, mas compreendemos a situação', diz.

Para fazer parte do grupo, o voluntariado passa por um processo longo de capacitação.

'Ele aprende sobre ações de leitura, como utilizar o brinquedo, ele ajuda, mas também se aprimora, e nesse desenvolvimento humano que a gente promove, institucionalizamos os principais quesitos do voluntário, ele precisa ser consciência da causa, entender que trabalho voluntário é trabalho, não é de vez em quando, e com essa consciência passa a entender sobre o mundo da saúde porque se a gente não tiver bem cuidado, não vai conseguir cuidar do outro, vamos absorver as dores, os medos, e temos que ir com carinho, e por último, a necessidade de constância', relata Valdir.

Em 2001, ano internacional do voluntário, a Associação foi convidada a participar da abertura de um evento em alusão a data, em Nova York, e desde então, promovem o Fórum de Humanização que, neste ano, acontece neste sábado (10). 

Conheça a Associação aqui. 

Assista a entrevista na íntegra:

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