Feira de Santana tem três novas cepas da Covid-19 confirmadas; ao todo há 4 variantes na cidade

São elas: variante do Reino unido, de Manaus, da Nigéria, na África, denominada B1525, e uma variante brasileira B1133. Informação foi confirmada pelo prefeito Colbert Filho em coletiva online nesta sexta.

Foto: Divulgação

Há quase um ano do primeiro caso da Covid-19 confirmado em Feira de Santana, circula na cidade, três variantes do coronavírus. São elas: variante do Reino unido, de Manaus e da África do Sul.

Três novas cepas do vírus foram confirmadas em coletiva online realizada na manhã desta sexta-feira (05), com o prefeito Colbert Martins Filho, médica infectologista e coordenadora do Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus Dra. Melissa Falcão, secretário municipal da Saúde Dr. Edval Gomes, diretor médico do Hospital Municipal de Campanha Dr. Francisco Mota e secretário municipal de Prevenção a Violência Major Moacir Lima.

'Temos ações especificas para determinados tipos de vírus, por isso precisamos ficar atentos', informa o prefeito. 

De acordo com a coordenadora do Comitê Dra. Melissa Falcão, desde janeiro estava sendo notada uma mudança no padrão do vírus na cidade e existia a suspeita de que a existência de variantes seria a responsável pela mudança e descontrole da pandemia mesmo após os indícios de estabilidade que estavam sendo verificados, o que foi confirmado.

'Tivemos a confirmação da cepa nigeriana sem transmissão comunitária, onde uma moradora de Feira que estava na Nigéria apresentou sintomas após retornar para a cidade, mas não encontramos outros casos positivos entre os contatos dela. Além disso, temos a confirmação de três pacientes com a cepa sul-africana B1133 com o primeiro caso confirmado em dezembro de 2020, então é uma transmissão comunitária, já que não identificamos a origem dessa infecção, e o comunicado oficial que tivemos no último dia 3 de fevereiro da secretaria de Saúde do Estado com a confirmação da transmissão comunitária da cepa de Manaus e do Reino Unido na Bahia', afirma.

O secretário de Saúde Dr. Edval destaca que as novas variantes estão contribuindo para as mudanças nas formas de contaminações da doença como a maior velocidade de disseminação, identificação de casos mais graves e aumento no número de internamentos dos infectados.

'Estamos tendo um aumento expressivo no número de casos, de modo geral, casos graves, e há uma ascensão muita rápida, o que indica que a demanda da rede de saúde vai aumentar nos próximos dias. O vírus passa por mutações naturais e com a presença de subtipos virais, estamos fazendo coletas de alguns casos e enviando para sequenciamento genético. O estado informou que outras variantes estão sendo identificadas em outras regiões do estado, o que preocupa também', diz.

Como forma de tentar frear a contaminação e conter o aumento de casos com a confirmação das novas variantes, o secretário ressalta que o município vai aumentar a capacidade de testagem.

'Na próxima semana, já vamos ter unidades com maior capacidade de testagem, fizemos parceria com Fiocruz e UEFS, na qual faremos, em locais de grande circulação, a testagem para identificar a quantidade de pessoas assintomáticas que estão circulando no município e faremos a genotipagem, o que é um sequenciamento genético dessas pessoas para monitorar também qual o tipo de vírus predominantes e ficar atentos a possíveis variantes', ressalta.

Segundo o diretor médico do Hospital de Campanha Dr. Francisco Mota, a unidade está com lotação máxima na UTI na manhã desta sexta.

'Estamos trabalhando com lotação há dias, tivemos algo que não havia acontecido desde o início da pandemia que foi a lotação também dos leitos clínicos, em média são 6 a 9 novos internamentos por dia e estão chegando casos mais graves, o que demanda mais tempo na UTI que agora está lotada a UTI e há um paciente na enfermaria aguardando leito. No clínico, 31 dos 35 disponíveis estão ocupados o que significa 90% de ocupação', relata.

O Hospital de Campanha vai abrir mais cinco leitos de UTI na unidade e está usando upas e policlínicas como suporte para possíveis casos graves. A maior demanda, para a Dra. Melissa, não vai resolver o caso sem que haja a colaboração da população.

'Não adianta mais apenas mais leitos porque quem está conseguindo leito também tem risco de morrer, estamos vendo que os pacientes mais graves podem morrer mesmo com os leitos, não podemos abrir mão dos cuidados, queremos continuar com as atividades comerciais funcionando, mas precisamos de colaboração, a fiscalização não precisa ficar de olho na conduta das pessoas, se estamos vendo a situação e todos já cientes do que precisa fazer, só é preciso prevenir, não existe nenhum medicamento eficaz, já tivemos estudos comprovando isso, as que já tomaram vacina também não estão protegidos, principalmente as que ainda não tomaram a segunda dose, por enquanto não podemos contar com isso para resolver o vírus pela pequena quantidade de vacinados e identificação de variantes do vírus, o que podemos fazer é prevenção individual, alerta. 

Compartilhe

Deixe seu comentário