Feirense relata 'dia de horror' para conseguir atestado de óbito

Ao Bom Dia Feira, ouvintes vem relatando dificuldades em conseguir o documento, que é essencial para que seja realizado o sepultamento e velório do indivíduo.

Foto: Divulgação

O Serviço de Verificação de Óbito (SVO) prestado gratuitamente pela Prefeitura de Feira de Santana através da Secretaria Municipal de Saúde tem o papel de emitir certidões de óbitos para as pessoas que sofrem morte natural.

Ao Bom Dia Feira, ouvintes vem relatando dificuldades em conseguir o documento, que é essencial para que seja realizado o sepultamento e velório do indivíduo. Este cenário foi vivido por Lourdes Rocha que perdeu a mãe na última sexta-feira (26) e dividiu, com a nossa reportagem, o dia de horror que viveu.

‘Minha mãe faleceu após as 18h de sexta e ela estava em casa, chamamos um serviço de home care que constatou a morte dela, nos deu um documento relatando o falecimento e orientou que fossemos a uma unidade de saúde para tirar essa certidão. No sábado pela manhã, passei na Secretaria de Saúde e fui informada que no dia não teria plantão para tirar o documento e que eu teria que ir no cartório. No cartório, me falaram que tinha que ser documento da via amarela, então foi para a UPA. Lá, a assistente social me atendeu e foi verificar a situação me deixando lá por mais de uma hora, então eu peguei a o meu documento e entrei em contato com outras UPAs e SAMU, fui informada que o serviço seria só as 14h que estavam em horário de almoço, além de tentar contato com o SVO e não ser atendida’, conta Lourdes.

De acordo com ela, a maratona só terminou por volta das 15h30 do sábado (27), quando a certidão foi obtida.

‘Eles me entregaram o documento sem nenhuma explicação e eu cheguei ao cartório faltando cinco minutos para o encerramento das atividades. No momento de dor, a gente ainda tem que lidar com isso. Eu queria estar com os meus irmãos, mas passei o dia inteiro para tirar o documento’, lamenta.

A dor da perda de Lourdes foi somada a revolta diante da burocracia e descaso enfrentados em um dos piores momentos vividos. Para ela, a situação não pode ser vista como natural e se repetir com outros indivíduos.  

‘Precisa ser menos burocrático, as pessoas precisam estar no setor e estarem informadas sobre como funciona para informar a gente, em todos os lugares que eu fui, eu ouvi: é assim, acontece assim mesmo, mas não, não é assim e não pode ser, é uma falta de respeito com a dor do outro, em um momento que eu deveria estar com minha família, o cemitério fecha as 16h e estava só esperando quando eu cheguei. Só eu sei a dor que eu passei por não conseguir me despedir da minha mãe’, diz.

Procurada por nessa reportagem, a médica responsável pelo SVO afirmou que ainda vai se pronunciar sobre o caso. 

Com informações do repórter Joaquim Neto

 

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