Pazuello diz que Manaus terá prioridade no recebimento de doses da vacina de Oxford

Carga de 2 milhões de doses chegou nesta sexta ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. Material será enviado à Fiocruz, no Rio, e depois repassado a estados.

Foto: Divulgação

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que Manaus terá prioridade e deverá receber 5% dos 2 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca produzidas no Instituto Serum, na Índia (veja mais no vídeo acima).

À capital do Amazonas – que vive um colapso no sistema de saúde por causa da pandemia de Covid-19 –, seriam enviadas, portanto, 100 mil doses.

A carga do imunizante de Oxford chegou nesta sexta-feira (22) ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, com cinco dias de atraso. A previsão inicial era que o desembarque ocorresse em 17 de janeiro, mas a Índia não liberou o envio ao Brasil.

"A carga [que chegou nesta sexta] será encaminhada para a [Fundação Oswaldo Cruz] Fiocruz, que vai preparar toda a etiquetagem e a conferência do material recebido. Os lotes serão separados a partir de amanhã [sábado], quando estiverem prontos. Provavelmente, no fim do dia iniciamos o transporte para todos os estados do nosso país", afirmou Pazuello.

"Damos prioridade nesse momento para o estado do Amazonas, principalmente, a capital Manaus, que vive uma situação mais crítica no nosso país", disse.

Citando o acerto firmado nesta quinta-feira (21) por ao menos 22 governadores, o ministro afirmou: "E essa prioridade fica evidente a partir de um acordo com os governadores, onde 5% dessa primeira carga vai ser destinada aonde está o maior risco do país, que está em Manaus".

Ele disse ainda que todos os estados receberão doses da vacina de Oxford 24 horas após o início da distribuição:

"Contem conosco. Vamos ficar juntos. O nosso país jamais será dividido. Nenhum brasileiro é mais importante do que o outro, nenhum estado é mais importante do que o outro. Todos receberão o seu material, as suas vacinas num período de 24 horas, aproximadamente, após o início da distribuição".

O governo indiano havia suspendido a exportação de doses até iniciar seu próprio programa doméstico de imunização, no fim de semana passado.

No início desta semana, a Índia enviou carregamentos gratuitos a países vizinhos, incluindo Butão, Maldivas, Bangladesh e Nepal.

O Brasil vinha enfrentando dificuldades para liberar a carga de 2 milhões de doses que comprou do Instituto Serum. Nesta quarta (20), o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse que não havia prazo para receber o carregamento, mas negou que problemas políticos e diplomáticos com a Índia tenham atrasado a entrega.

Na semana passada, após expectativa de que as vacinas fossem enviadas para o Brasil, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Anurag Srivastava, afirmou que era muito cedo para dar respostas sobre exportações das vacinas produzidas no país, já que a campanha nacional de imunização ainda estava só começando.

Pouco depois, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, sem detalhar, que a viagem poderia ocorrer "daqui a dois, três dias".

Finalmente nesta segunda-feira (18), Pazuello disse que a diferença de fuso horário complicava as negociações.

Já nesta sexta, quando as doses finalmente chegaram, Araújo afirmou que tanto ele quanto Bolsonaronegociaram com as autoridades indianas para garantir a entrega das vacinas de Oxford.

"Este é um momento especial para todos os brasileiros, para o processo de vacinação. A chegada desses 2 milhões de doses provenientes da Índia reforça o nosso programa de vacinação e reforça também o momento especial de parceria entre o Brasil e a Índia", afirmou o chanceler.


Informações G1

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