Não tem nada resolvido, mas as coisas mudaram

Foto: Divulgação

Tempo atrás, escrevi aqui nesta coluna a respeito de uma experiência pessoal que tive, na qual passei uma grande vergonha ao entrar, sem perceber, sem máscara, em um açougue, e ser alertado pelo agente de segurança a respeito disso. Antes desse alerta, tinha notado que todos estavam me olhando com um olhar de estranheza e até julgamento. Pedi desculpas pelo meu esquecimento, voltei ao carro para buscar a máscara, e depois retornei para fazer as minhas compras.

Curiosamente, nesta semana, a situação se repetiu, só que ao contrário. Entrei no mesmo açougue, utilizando a máscara (o que ainda é firmemente recomendado pelas autoridades de saúde), e para o meu espanto, eu era o único que utilizava a proteção. O açougueiro estava sem máscara, dois clientes que estavam no local, também, e a funcionária que trabalhava no caixa até utilizava a máscara, mas de forma incorreta, sem cobrir o nariz. O único que utilizava, e da maneira correta, era exatamente o agente de segurança. Até tentei olhar para eles com o mesmo olhar de julgamento que recebi meses atrás, mas ninguém sequer entendeu a mensagem.

Esses dois episódios nos quais um representa o inverso do outro nos leva a refletir. A pandemia do novo coronavírus ainda não acabou. Embora a situação epidemiológica esteja agora bem menos complicada do que antes, a recomendação é de seguir as mesmas medidas pessoais de prevenção, para evitar a reinfecção em massa e consequente aumento no número de casos da doença. Mas algumas pessoas já estão agindo como se a pandemia tivesse chegado ao fim. E na minha opinião, não há qualquer justificativa para isso. Quem já teve a doença e desenvolveu anticorpos, não está livre de uma reinfecção, de acordo com os especialistas. E quem ainda não teve, não tem motivo para 'perder o medo' do vírus. A possibilidade de infecção segue iminente.

O que mais precisamos pensar nesse momento, é que estamos perto de vencer essa batalha, com a chegada das vacinas, que está cada vez mais próxima. Não podemos vacilar, justamente agora, na reta final. Uma nova onda de infecção em massa já chegou à alguns países da Europa, justamente porque as pessoas por lá se descuidaram antes da hora. Precisamos ver esse exemplo para evitar que isso aconteça por aqui também, embora, segundo as autoridades médicas, não tenhamos saído ainda da primeira onda de infecções.

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