Campanha contra a poliomielite ainda precisa vacinar 6 milhões de crianças para bater a meta

Número equivale a 56% do público-alvo, que é de 11 milhões de crianças. Mobilização nacional termina nesta sexta, mas estados poderão ampliar campanha de acordo com o planejamento e os estoques locais.

Foto: Divulgação

A campanha nacional de vacinação contra a poliomielite ainda precisa imunizar 6,3 milhões de crianças, de acordo com balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta sexta-feira (29). O número equivale a 56% do público-alvo.

Apesar de a mobilização nacional terminar nesta sexta-feira, os estados têm liberdade para ampliar o prazo da campanha contra a paralisia infantil. Ao menos 6 estados já informaram que vão estender a vacinação: Pernambuco, São Paulo, Paraná, Sergipe, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Lançada no dia 5, a campanha tem o objetivo de vacinar cerca de 11 milhões de crianças de 1 até 5 anos de idade incompletos.

No primeiro ano de vida, a criança deve receber três doses da vacina contra a pólio (aos 2, 4 e 6 meses). Depois, precisam do reforço aos 15 meses e 4 anos. Aplicada na forma oral, cada dose é composta por duas gotinhas do imunizante.

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave que afeta o sistema nervoso, podendo provocar paralisia permanente ou transitória dos membros inferiores. Não existe tratamento e a única forma de prevenção é a vacinação.

O Ministério da Saúde está ainda promovendo uma mobilização nacional para imunizar a população de 20 a 49 anos contra o sarampo. De acordo com o ministério, dados preliminares das secretarias estaduais de saúde apontam que, desde março até 29 de outubro, foram vacinadas 11,7 milhões de pessoas nessa faixa etária, o que corresponde a 13% do público-alvo.

Além da pólio e do sarampo, a campanha nacional também oferece todas as outras vacinas do Calendário Nacional de Imunização, que protegem contra cerca de 20 doenças.

Crianças menores de 1 ano e com 5 anos ou mais e adolescentes de até 15 anos também podem ser imunizados, conforme as doses previstas no calendário.

Todas as vacinas são oferecidas de forma gratuita, nos postos de saúde, pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Segundo os dados mais recentes do DataSUS, atualizados até a quinta-feira (29), a cobertura vacinal das imunizações infantis estava em 65,8%. O ideal é que ela fique entre 90% e 95% para garantir proteção contra doenças como sarampo (que tem índice ideal de 95%), coqueluche, meningite e a pólio.

A vacina com cobertura mais alta, a pneumocócica, tinha alcançado apenas 76,51%.

Os índices de imunização no Brasil vêm caindo desde 2013, segundo dados do DataSUS.

E as taxas baixas já têm consequências: dados do Ministério da Saúde mostram que, até o dia 26 de setembro, foram confirmados 8.169 casos de sarampo no país. Outros 456 estavam em investigação. Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina concentravam o maior número de casos, com 7.912 no total.

No ano passado, o Brasil perdeu o certificado de erradicação da doença.


Informações G1

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