Eleições 2020: Conheça Deibson Cavalcanti, candidato a vice de Carlos Geilson (Podemos)

Foto: Bárbara Barreto/Bom Dia Feira

O administrador e servidor público estadual Deibson Cavalcanti foi o convidado do Bom Dia Feira nesta quinta-feira (29), dando sequência a série de entrevistas na cobertura especial das Eleições 2020.

Deibson é candidato a vice-prefeito de Feira de Santana na chapa de Carlos Geilson pelo Podemos. O nome dele foi escolhido por senso comum entre os partidos da coligação e por já militar na área pública, função que ele destaca ser de grande importância, afirma possuir o conhecimento e capacidade necessários para assumir.

'Estamos aqui para somar na chapa, para assessorar o prefeito e fazer parte da articulação política e tomada de decisões. Em alguns casos, já vimos que existe trapaça entre vice e prefeito, por isso muitos preferem escolher um vice apático, mas só em Feira, quatro vices assumiram nos últimos anos, temos histórico, por isso a importância de escolher um bom vice, já que ele pode assumir a prefeitura a qualquer momento. Sou administrador, tenho especialização em gestão, já participei de diversos movimentos, conselhos, debates, conferências, discussões, sindicatos, então temos um processo de discussão importante na cidade sobre diversos temas e experiência, já milito nessa área', afirma.

O candidato destaca que os desafios da gestão municipal são enormes, mas o forte potencial econômico da cidade é um ponto positivo.

'Feira tem uma vocação muito boa para o comércio, temos um centro industrial forte, mas faltam projetos políticos atrativos para as empresas. Temos visto muitos terrenos abandonados por empresas e precisamos ter essa política pública de atração, a questão de profissionalização de mão de obra também, a gente vê que muitas não querem vir para a cidade por causa desse fator que as vezes pode estar tendo, as vezes até tem mão de obras, mas não uma qualificada e aí cabe ao governo pensar como profissionaliza para tornar a pessoa empregável. Há também a questão do microempresário, onde as dificuldades de abertura são muito grandes e a gente precisa ter o microcrédito para que se tenham condições de abertura. Somos um dos maiores entroncamentos rodoviários do Brasil, tudo passa por Feira, isso já é bom porque a cidade por si só já se torna atrativa, a gente só precisa de uma estrutura’' pontua.

Com um forte comércio informal e diante da recente inauguração do Shopping Popular que vai abrigar os ambulantes após a retirada das barracas do centro da cidade, Deibson relata que Feira de Santana nasceu de uma feira e conviver com o mercado informal e formal é momentaneamente necessário.

'Não somos contra a retirada de ambulantes do centro, mas de forma organizada, era pra ter sido criado camelódromos, ou ter um shopping com taxa reduzida. Com a criação de uma Ceasa fora do coração do centro da cidade, no centro de abastecimento há áreas centrais que poderiam ser usadas para isso. A questão principal é que seja de forma organizada, com estruturas padronizadas. Temos que pensar o porquê essas pessoas estão trabalhando na rua e dar oportunidade de empregabilidade para diminuir o mercado informal na cidade', ressalta.

Para ele, o Município não ter um planejamento de rota é um dos grandes problemas locais de mobilidade urbana.

'Foram construídas algumas avenidas e esqueceram do estatuto dos pedestres. Já era para estar se pensando na modal ciclovia, mas foi depois de construído que se pensou nisso. A gente sabe que o sistema de transporte por ônibus é desconfortável, caro e imprevisível em horários, sabemos que é preciso mudar o modal. A cidade foi crescendo e as avenidas ficando curtas, estamos vendo isso no Papagaio e na Artêmia', diz.

Um outro desafio destacado pelo candidato está relacionado a drenagem da cidade.

'Foram calçadas várias ruas na cidade sem a drenagem urbana e agora as casas são invadidas por água em função da falta disso, então um dos grandes desafios é fazer o plano de drenagem em Feira, que não existe. Há também a questão do saneamento básico que precisamos do apoio do governo do estado para executar', afirma.

Questionado sobre o setor educacional no Município, Deibson destaca baixos níveis locais na educação e pontua projetos voltados para a área a fim de melhorar o processo e consequentes resultados.

'A gente viu que a meta na questão educacional está bem abaixo, sobre isso, eu verifico dois pontos principais. Primeiro, a questão da formação continuada do professor, técnicos e segundo, o acompanhamento do aluno, se no primeiro semestre ele tira nota baixa, o acompanhamento tem que vir logo alí e o profissional tem que ter a formação continuada para identificar problemas e ajudar nisso', relata.

Assista a entrevista na íntegra: 

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