Eleições 2020: Conheça Louise Novaes, candidata a vice de Carlos Medeiros (Novo)

Foto: Bárbara Barreto/Bom Dia Feira

A candidata a vice-prefeita de Feira de Santana na chapa de Carlos Medeiros pelo Partido Novo, Louise Novais, foi a convidada do Bom Dia Feira nesta quarta-feira (28), dando sequência a série de entrevistas na cobertura especial das Eleições 2020.

Louise vive em Feira há 15 anos, atua como Analista Judiciário na Justiça do Trabalho e afirma ter se filiado ao partido em função dos princípios e diferenciais com que, de acordo com ela, o Novo tem feito política no Brasil.

'Todos os que querem ser candidato no Novo precisam passar por processo seletivo, Carlos Medeiros concorreu com mais 20 pessoas durante quatro meses pra ver se seria apto a ser candidato, assim como eu e os demais vereadores do partido fomos analisados sobre questões relacionadas aos princípios do Novo, como não ter fundo eleitoral, não buscar carreirismo político', disse.

A candidata destaca ainda que o partido incentiva uma participação ativa do vice-prefeito na gestão municipal.

'Todo o estímulo dado pelo partido é para que o vice participe realmente das decisões, trabalhe, seja operante, o vice no Novo não é peça decorativa e só fica no partido quem se identifica com esses valores, quem tem foco no cidadão, geralmente a ambição pelo poder faz com que os vices conspirem contra os candidatos, e essa ambição não existe aqui, não temos um projeto de poder, temos um projeto de servir o cidadão feirense', pontua.

Segundo Louise, as campanhas eleitorais vêm lhe gerando uma forte indignação, em função da existência de grandes campanhas publicitárias diante do caos enfrentado na saúde, área que destaca ser prioridade da chapa, caso eleita.

'Ver tanta campanha publicitária em época de pandemia, sendo que poderia ser usado em respiradores e equipamento relacionados ao Covid-19. Nossa prioridade é a saúde porque se não tivermos saúde, a pessoa pode morrer, inclusive, aqui as pessoas esperam meses sem tratamento e sequer diagnóstico, então nossa primeira interseção será nessa área', diz.

Ainda de acordo com a vice, outro setor que receberá uma atenção especial e imediata do partido será o Centro de Abastecimento.

'O centro tem um potencial comercial, turístico e cultural que não está sendo explorado e terá nosso olhar especial, após entender o modelo que é feito a gestão do local, nós vamos conversar com as lideranças e entrar com providencias, sou a favor de uma Ceasa como existe em grandes capitais, com limpeza, organização e segurança', conta.

Com o recém-inaugurado BRT, em estado experimental na cidade, os desdobramentos relacionados a mobilidade urbana local vêm girando em torno do novo equipamento. Para a candidata, o equipamento foi mal planejado e antes de decisões sobre uso do meio, estudos e análises específicas devem ser feitas.

'O BRT foi dinheiro público muito mal empregado, porque esse dinheiro poderia ser usado para duplicar o anel de contorno, então, a gente precisa fazer um estudo, estando lá dentro com todas as informações, para ver qual a melhor forma de se aproveitar o BRT ou não. Há ainda problemas em relação ao ônibus, porque o passageiro precisa sempre passar pelo transbordo, o que gera muito fluxo de ônibus no centro, transtorno no tráfego e aumenta o tempo de retorno dos ônibus, queremos trocar esse formato pelo modelo tronco alimentador que terá maior conexão entre os bairros e menos linhas saindo dos bairros para o centro. Hoje, em Feira, só temos 20km de ciclovia e ciclofaixas, em Aracaju, que é menor, tem 90 km. Nosso governo pretende já começar certo qualquer projeto com base no plano diretor, qualquer mapeamento contemplará modal bike e vamos começar pelas principais avenidas, Getúlio Vargas, prolongamento da Nóide, Presidente Dutra, Fraga Maia e Maria Quitéria e João Durval e Ayrton Senna', ressalta.  

Na área educacional, a vice pontuou sobre os baixos dados feirenses no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica e destacou propostas de valorização.

'Há quase 10 anos as nossas crianças saem sem ler, escrever e contar, as aptidões mínimas, então nós vamos buscar as melhores práticas na rede pública e privada, já que temos escolas aqui que se destacam na Bahia e Brasil. Um outro problema é a questão da falta de vagas, nós temos metade da quantidade de creches que deveríamos ter, podemos fazer parcerias em bairros que não serão viáveis construir creches em função da demanda, podemos usar dos vale-creches a partir do mapeamento das necessidades locais. E por fim, a peça chave nesse processo é o professor motivado, daremos a eles as condições de preparar melhor as aulas', relata.

Na ocasião, Louise pontuou ainda sobre as vantagens econômicas da cidade em ser um importante entroncamento rodoviário e ocupar uma posição geográfica estratégica, fato, segundo ela, não valorizado economicamente.

'A economia tem vários problemas hoje, primeiro há o excesso de burocracia, as pessoas que vem abrir empresa aqui têm enormes dificuldades, vamos simplificar esses projetos, a cidade será amigável para quem queira investir aqui. Tem também a questão do problema político, como o Cis, que o estado não cuida porque diz que é perímetro da prefeitura e a prefeitura não cuida porque diz que é um órgão estadual, e o local tem repelido empresas, afastado. Nós vamos sentar com os industriais e ver a melhor forma de resolver esse assunto porque lá está sem iluminação, abandonado, é mato, muitos assaltos e nem pavimentação tem', afirma.

Além disso, a candidata destaca que demais equipamentos locais, como o Parque de Exposição, e a Micareta, evento local nacionalmente conhecido, devem ter uma viabilidade econômica maior.

'O Parque de Exposição pode ser utilizado para eventos esportivos, temos no nosso plano de governo a ideia de trazer pelo menos três grandes eventos esportivos para Feira de Santana, estimular o esporte na cidade, levar isso para as escolas também. A agropecuária faz parte da história de Feira, então nós não podemos nos desfazer de um equipamento tão importante para o agronegócio e, além disso, temos medidas para fomentar essas questões, há muito o que fazer nessa área para valorizar. E a questão da Micareta, precisamos estudar como fazer com que a cidade ganhe dinheiro para investir em saúde, educação e saneamento, ao invés de perder dinheiro com o evento', conclui.

Assista a entrevista na íntegra:

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