Relatório indica maioria dos profissionais da cultura sem vínculo empregatício formal

Relatório final da pesquisa nacional “Impactos da COVID-19 na Economia Criativa”, divulgado na quinta-feira (24) mostra ainda a Música como principal setor de atuação, tanto para ocupação dos indivíduos (15,7%) como das organizações (13,3%).

Foto: Divulgação

O relatório final da pesquisa nacional “Impactos da COVID-19 na Economia Criativa”, divulgado na quinta-feira (24), indica que a maioria dos profissionais da cultura não tem vínculo empregatício formal, recebia até três salários mínimos e tinha uma carga horária alta (31,5% mais de 45h semanais). 

O relatório indicou ainda a Música como principal setor de atuação, tanto para ocupação dos indivíduos (15,7%) como das organizações (13,3%). Com relação à faixa etária, a maior parte dos respondentes tem de 25 a 39 anos (45,5%). No recorte de gênero, 50% se declarou do sexo feminino; 47,2% masculino; 1,7% não-binário e 1,1% preferiu não responder. Quanto à raça/cor, a maioria é branca (52,4%), seguida de parda (27,4), preta (18,8%) e amarela (1%); e no quesito orientação sexual, 71,1% se declarou heterossexual, seguido de homossexual (11,8%), bissexual (11,5%), preferiu não responder (4%) e outra (1,6%).

A coleta de dados ocorreu entre 27 de março e 23 de julho, obtendo 2.608 respostas, sendo 1.639 de indivíduos e 969 de organizações. O Relatório Final foi apresentado este mês pela equipe multidisciplinar e interinstitucional do Observatório da Economia Criativa da Bahia (OBEC-BA).

A equipe que participou do trabalho é composta por alunos e professores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM- Rio), Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Além da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, o grupo também conta com a parceria institucional da Fundação Gregório de Mattos, da Prefeitura de Salvador; do RS Criativo e da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul; da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais; da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro e da Cátedra Unesco de Políticas Culturais e Gestão da Fundação Casa de Rui Barbosa.


Informações Bahia Notícias

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