'Corrida vacinal'

Foto: Divulgação

Vivemos um momento de corrida pela vacina para o novo coronavírus, no qual há uma grande disputa entre institutos de pesquisas de vários países. Todo mundo quer ser o responsável pela criação da vacina, que deve ser a única forma de nos livrar dessa pandemia em que vivemos. É uma disputa tão grande que, em outras proporções, pode ser comparada até com a 'corrida espacial', que aconteceu entre 1957 e 1975.

Naquela época, Estados Unidos e União Soviética disputavam entre si para se tornar o país responsável pela melhor e mais eficiente tecnologia espacial, que seria importante para o lançamento de satélites, para a segurança nacional dos países (já que essa tecnologia é utilizada, inclusive, para a confecção de armas), e até mesmo para se tornarem símbolos de superioridade tecnológica. Naquele tempo, um grande símbolo dessa disputa era a possibilidade do homem ir até à lua. Feito conseguido pelos Estados Unidos em 20 de julho de 1969, quando Neil Armstrong e Edwin Aldrin pousaram e caminharam em solo lunar, durante a missão Apollo 11, que custou 20 bilhões de dólares, na época.

Agora, a disputa da 'corrida vacinal' tem muito mais concorrentes. Fala-se em algo em torno de 10 países que possuem estudos já em fase de testes. Os dois que partem na frente, com estudos mais avançados, são a Inglaterra e, curiosamente, a Rússia, um dos países que foram criados após o fim da União Soviética, que foi protagonista da 'corrida espacial', citada acima. Desta vez, a corrida é ainda mais importante e deve salvar muitas vidas, após o fim.

Nós, baianos, estamos acompanhando essa corrida de perto, e até participando dela. Tivemos estudos da universidade de Oxford da Inglaterra, realizados aqui na Bahia, e mais recentemente, a assinatura de um acordo de confidencialidade entre o governo do estado e o governo russo, além da autorização dada pelos russos para que um instituto baiano participasse ativamente da pesquisa, além de produzir e distribuir 50 milhões de doses da vacina, o que pode acontecer ainda no final desse ano.

Fato é que estamos vivenciando um momento importante da 'corrida vacinal', que se encaminha para a sua fase final, assim esperamos. E nesse caso, pouco importa quem ganhe essa disputa. O que a gente quer mesmo é que essa vacina fique pronta o quanto antes. Seja ela inglesa, russa, americana, chinesa, ou de qualquer país. O benefício é muito maior que a disputa.

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