Depende de nós

Foto: Reprodução

Aos poucos, estamos aprendendo a conviver com o novo coronavírus, evitando, claro, a infecção por ele. Há duas semanas, o comércio de Feira de Santana foi reaberto sem escalonamento de dias por setor, mas com regras como a quantidade limitada de clientes por loja e uso obrigatório de máscaras. Uma semana depois, os restaurantes voltaram a funcionar na cidade, depois de quase cinco meses fechados e o 'pacote de regras' para eles inclui o distanciamento mínimo entre as mesas, proibição de som mecânico ou ao vivo, e o limite de ocupação, pelos clientes, de 40% da capacidade dos estabelecimentos.

Agora, chegou a vez das academias. Conforme antecipado em primeira mão pelo prefeito Colbert Martins no último sábado, em entrevista ao programa Linha Direta com o Povo, da Rádio Sociedade News, o decreto municipal publicado ontem incluiu as academias na nova etapa de flexibilização do funcionamento das atividades comerciais na cidade. A partir de hoje, elas voltam a funcionar com capacidade reduzida de clientes ao mesmo tempo no interior dos estabelecimentos, obrigatoriedade de marcação de horários para os alunos, afim de facilitar o controle do número de pessoas por horário, intervalo de 15 minutos entre as turmas para uma higienização completa dos equipamentos, além de uso obrigatório de máscaras (mesmo durante a realização das atividades) e um distanciamento mínimo entre alunos, instrutores e entre os equipamentos utilizados.

Todas essas regras fazem parte daquilo que tem sido chamado pelas pessoas de 'novo normal' (eu me recuso de chamar essa anormalidade de normal). Aos poucos, com a queda em número de novos casos registrados do novo coronavírus em Feira de Santana, está sendo criada uma rotina diferente para que as pessoas possam voltar a fazer as atividades do dia-a-dia em segurança. Ainda faltam a volta da realização das aulas nas escolas e o funcionamento dos bares, o que pode acontecer nas próximas semanas, caso os números da pandemia na cidade continuem colaborando.

É importante que se saiba que tudo isso pode ser temporário. Já tínhamos chegado a um momento em que as pessoas cansaram da quarentena e passaram a descumpri-la, o que poderia se tornar muito perigoso. É melhor abrir os estabelecimentos com regras para garantir a segurança das pessoas do que proibir e não ver a proibição respeitada. Cabe agora aos donos de estabelecimentos ajudarem na fiscalização, assim como aos clientes terem a consciência de respeitar todas as regras, até porque, se tivermos uma nova onda de infecção em massa pela Covid-19, inevitavelmente, tudo vai fechar novamente. A manutenção dessa nova rotina depende de todos nós.


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