Presidente do sindicato dos restaurantes vê retomada tímida do setor

De acordo com o presidente do Sindicato da categoria, que está reaberta há uma semana, nem todos os estabelecimentos do segmento retomaram os serviços por questões econômicas ou burocráticas.

Foto: Divulgação

Reabertos há uma semana, após quase cinco meses fechados em função da pandemia do novo coronavírus, os restaurantes da cidade têm apresentado uma retomada tímida, de acordo com o presidente do Sindicato de Bares, Restaurantes, Hotéis e similares de Feira de Santana, Getúlio Andrade. 

'Nessa primeira semana nós fazemos uma avaliação positiva, saímos de um processo cruel de 138 dias de inatividade do setor para retomar as atividades, claro que os primeiros dias há uma tímida frequência da clientela aos diversos ambientes, mas temos uma expectativa que a partir dessa semana, as coisas comecem a se encaixar melhor, até porque as pessoas ainda estão receosas de ir para esses lugares, mas é algo que vai melhorando com o tempo', afirma. 

De acordo com o presidente do Sindicato da categorias, nem todos os estabelecimentos do segmentos retomaram os serviços por questões econômicas ou burocráticas. 

'A questão econômica influenciou e nós também imaginamos que o decreto fosse publicado no sábado, para que os estabelecimentos se organizassem na reabertura, mas como só saiu na segunda, de alguma forma, criou dificuldade para os que tinham capital de giro menor, todos são microempresas, e esse segmento não tem capital de giro que suporte uma crise maior que 30-40 dias', conta. 

O decreto autoriza o funcionamento dos restaurantes em horários especial de 11h às 15h e de 17h às 21h. As lanchonetes também estão funcionando das 08h às 17h, já os bares seguem fechados. 

'O decreto permitiu a abertura dos restaurantes e lanchonetes, na grande maioria os bares que vendem alimento todos eles estão abertos porque também oferecem serviços de alimentação. Imagino que entre uma ou duas semanas reabram, vamos tentar um diálogo com o governo para viabilizar essa reabertura, seguindo as regras estabelecidas em decreto, que eu acho que é justa. O governo tem sido rigoroso com a fiscalização, está acontecendo o tempo inteiro, se flexibilizar os bares, não temos dúvidas que vão exigir o funcionamento adequado, relata Getúlio. 

Para ele, a rede hoteleira da cidade terá uma recuperação rápida no quesito ocupação, já que Feira possui uma forte influência comercial. 

'Os hotéis em Feira vão se recuperar em uma rapidez maior que os de Salvador, por exemplo, digo em relação a taxa de ocupação, lá é focado no lazer e aqui é comercial, as pessoas que vem pra cá, vem pra negócio, com a permissão da volta do transporte intermunicipal na cidade também vai aumentar o fluxo de pessoas, nem todos tem o carro próprio', relata. 


Com informações do repórter Miro Nascimento 

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