Volta difícil

Foto: Divulgação

Depois da reabertura do comércio e dos restaurantes, algo que está cada vez mais na pauta de discussões é a volta às aulas. Nesse caso, as autoridades estudam o protocolo necessário para o funcionamento das escolas, para evitar uma infecção em massa do novo coronavírus. Ainda não se sabe ao certo quais seriam as regras, mas fala-se em distanciamento mínimo entre as carteiras, uso obrigatório de máscaras, suspensão das atividades em grupo e constante higienização das mãos das crianças e adolescentes.

É possível criar um protocolo seguro e eficaz para essa retomada do ano letivo, mas o problema, sob o meu ponto de vista, é o cumprimento efetivo dessas regras.

Estamos falando de crianças, que por muitas vezes, não entendem bem o momento em que estamos passando e que, independentemente disso, precisam de uma atenção especial dos professores. Imagine uma criança de 4 ou 5 anos de idade que chora por algum motivo, em sala de aula, e vai abraçar a professora. O que fazer nesse momento? A criança ainda não tem a capacidade de entender a real gravidade da situação, e só se acalma sentindo a segurança de um adulto. Ainda mais da professora, que é uma referência importante nessa fase da vida. Mas a recomendação é de distanciamento social e sem contato físico.

Quando falamos de adolescentes, o cumprimento do protocolo pode ser ainda mais difícil. Se por um lado, eles já têm a capacidade de entender tudo o que está acontecendo, por outro, a 'rebeldia adolescente' pode atrapalhar. É uma idade de muitos questionamentos e muita teimosia. Nesse caso, caberá aos pais o reforço nas orientações, mas ainda assim, há o risco. Um adolescente sem essa consciência, pode colocar a escola toda em risco.

O ano letivo está extremamente comprometido, mas a volta às aulas precisa ser exaustivamente discutida, para ser seguro. O certo é que fácil, não é. De todas as voltas, essa talvez, seja a mais difícil.




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