'Nossa curva está descendente', diz coordenadora do Comitê de Enfrentamento ao coronavírus

Foto: Divulgação

Há exatos cinco meses, Feira de Santana tinha a confirmação do primeiro caso de coronavírus. Agora, de acordo com boletim epidemiológico municipal divulgado ontem, a cidade já registrou 7.531 casos confirmados da doença com 151 mortes e 5.553 pessoas recuperadas, sendo 1.827 os casos ativos. 

Na última semana, o município teve uma redução de 60% no número de mortes pela Covid-19 e uma queda de 39% em relação ao número de casos confirmados, percentuais que indicam uma tendência de queda da contaminação pela doença na cidade. 

Ao Bom Dia Feira, a médica infectologista, coordenadora do Comitê Municipal de Enfrentamento ao Coronavírus, Dra. Melissa Falcão, destacou que as taxas do município estão em curva descendente. 

'Os dois primeiros meses foram meses de muita tranquilidade em relação ao número de casos e vimos um aumento grande a partir de maio, com números mais significativos em junho e principalmente em julho, alcançamos o pico na última semana de junho e primeira de julho, o que teve uma repercussão muito grande no sistema de saúde, como a superlotação das utis, que são muito importantes nesse combate aos pacientes que agravam, que tem insuficiência respiratória, depois começamos a ver uma tendência de estabilização e nesse momento, uma tendência de queda no número de casos. A quantidade de mortes, que inicialmente estava muito baixa, teve um aumento mais expressivo relacionado a esse pico, então quando acontece esse pico, as mortes não acontecem simultaneamente, acontecem duas, três semanas depois e foi o que causou aquele aumento rápido no número de mortes diários que vimos em julho, ainda continuamos tendo mortes, mas a taxa de mortalidade em Feira,considerando os outros locais, é baixa', afirma. 

De acordo com a médica, é importante que mesmo com a situação, não se pode descuidar das medidas de cuidados individuais. 

'Estão sendo feitas todas as avaliações para que as atividades comerciais e vida social sejam retomadas pouco a pouco sem ocasionar o aumento no número de casos. O que nos preocupa é que está tendo interiorização da covid com municípios pequenos, aumento no número de casos, mortes e internações que acabam vindo para as cidades maiores. Aqui em Feira,  abraçamos alguns infectados de outros municípios, os hospitais estão dando conta, apesar da curva descendo, as unidades precisam manter a estrutura montada para o combate a pandemia porque podemos precisar dar um suporte maior a outros municípios além dos casos que ainda possam estar acontecendo aqui', diz. 

Sobre a imunidade de rebanho, Dra. Melissa conta que não se pode  afirmar que na cidade já existe essa imunidade. 

'Eu acho que estamos caminhando para isso, ainda não temos na literatura mundial a definição de quantos % da população precisa ter tido a doença para considerar essa imunidade, mas eu acredito que sim, já temos aí um grau contribuindo para essa diminuição, acho que inclusive esse é um fator principal para redução de casos aliado às medidas de prevenção que temos tido, a medida que a pessoa que tem a doença fica ‘protegida’, o número de contaminações diminui, já que cada infectado contamina 2-3 pessoas', conta. 

Para ela, uma das nossas maiores preocupações no momento está relacionada ao retorno do ano letivo. 

'Com a abertura do comércio, vimos que não houve repercussão no número de casos, eles continuaram caindo, agora houve a fase de flexibilização da abertura dos bares. As crianças não podem perder o ano letivo por causa da pandemia, tudo deverá que ser ajustado quando houver uma segurança, existem alguns pontos chaves que precisam ser analisados para a reabertura', relata. 


Confira a entrevista completa: 




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