Dia do Selo: Colecionador fala sobre paixão por selos

O feirense Reginaldo Carneiro, colecionador de selos , possui em seu acervo o primeiro modelo brasileiro, chamado de “Olho-de-Boi”, sendo distribuído com o valor de 30, 60 e 90 réis.

Foto: Joaquim Neto/Bom Dia Feira

Neste sábado, 1º de agosto, dia em que foi emitido o primeiro selo postal brasileiro no ano de 1984, é comemorado o dia do selo. 

A partir de uma ideia de D. Pedro II, o fato colocou o Brasil como o segundo país do mundo a trabalhar com a emissão de selos postais, perdendo apenas para a Inglaterra, a pioneira na criação. 

O feirense Reginaldo Carneiro, colecionador de selos , possui em seu acervo o primeiro modelo brasileiro, chamado de “Olho-de-Boi”, sendo distribuído com o valor de 30, 60 e 90 réis.

'50 anos para se formar esse acervo, é claro que cada colecionador é um colecionador, eu sempre reservei mensalmente uma quantia para que eu adquirisse selos através de trocas, nesse tempo não existia internet e era feito por meio de cartas, até hoje eu tenho um correspondente no Rio Grande do Sul', afirma. 

Segundo informações dos Correios, os selos brasileiros já conquistaram vários prêmios internacionais, como o São Gabriel (padroeiro dos correios), e de melhor selo estrangeiro, o Piracema, no ano de 2006.

'Com o e-mail, as cartas ficaram mais difíceis de serem usadas, mas ainda há movimento de selos. Para qualquer pessoa desenvolver um hobbie desse, ser um filatelistas (estudioso e colecionador de selos), precisa de cinco coisa iniciais: um catálogo de selo, uma pinça metálica para pegar os selos, uma guilhotina ou estilete com régua para cortar o protetor de selo, a lupa para descobrir detalhes que não são visíveis a olho nú e o filigamascrópio para visualizar as marcas d'águas do selo', destaca o filatelista. 

De acordo com Reginaldo, os selos personalizados mais recentes, e já presente em seu acervo, faz referência ao combate à Covid-19. 

'Duas coisas que nunca fiz, não ví o valor que gastei para não perder o valor afetivo, porque se eu souber quanto tem investido aqui, eu vou querer vender e vou fazer o que com o dinheiro? deixar na poupança. Eu só venderia por uma necessidade. E também não contei, não guardo nada em duplicata, acho que deve estar em torno de 25 mil selos', relata. 

Ele destaca ainda que a tendência do futuro do acervo deve ficar para algum dos amigos ou ser desfeito. 

'O selo pra mim hoje em dia é um hobbie garantido, é uma cerveja que não bebo mais,. 90% do acervo dos colecionadores dos selos, pequenos como eu, ou vão para o lixo ou vai ser doado para alguém, filhos não vão querer o selo, vão querer jogar video game, existem colecionadores jovens, mas em número pequeno, o selo é para nós saudosistas', conta. 

Com informações do repórter Joaquim Neto

Confira a reportagem em vídeo: 


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