'O governo parece que não se preocupa com os problemas do povo brasileiro', afirma Lula

O ex-presidente relembrou passagens por Feira de Santana e destacou que com a pandemia, vivemos a maior crise sanitária já tida no Brasil e uma crise econômica intensificada pelos efeitos do novo coronavírus e irresponsabilidade com que o governo trata o

Foto: Divulgação

Na tarde desta sexta-feira (31), o ex-presidente Lula, concedeu entrevista ao programa Linha Direta com o Povo (Sociedade News), juntamente com o programa Jornal do Meio Dia (Princesa Fm) e demais emissoras da Rede de Rádio e Comunicação e da Rede Baiana de Rádio, que é encabeçada pela rádio Andaiá FM, em Santo Antônio de Jesus.
 
Na ocasião, o ex-presidente relembrou passagens por Feira de Santana e destacou que com a pandemia, vivemos a maior crise sanitária já tida no Brasil e uma crise econômica intensificada pelos efeitos do novo coronavírus e irresponsabilidade com que o governo trata o tema. 

'O governo parece que não se preocupa com os problemas do povo brasileiro, Bolsonaro se preocupa em resolver os problemas pessoais, diz que não entende de economia e deixa o Guedes começar a privatizar praticamente todas as instituições públicas que poderiam ajudar na economia. Bolsonaro desprezou o coronavírus, vemos os governadores e prefeitos enfrentando isso, quando na verdade estamos vivendo um genocídio neste país, as mortes estão sendo naturalizadas, isso poderia ter sido evitado, poderíamos ter menos mortes, infectados e mais condições de enfrentar esse vírus. Há um presidente da República que ao invés de estimular as pessoas a se cuidarem, estimula que elas saiam nas ruas. Essa pandemia está dizendo que o Estado tem que ser forte, porque se não puder intervir, vai ficar muito mais difícil intervir, não são números, é preciso muita sabedoria e vontade de conversar até com quem não gosta', afirma. 

Lula ressaltou ainda que o presidente está tentando mudar posturas. 

'Ele resolveu mudar de comportamento depois que o STF deu ordem para o polícia invadir as redes de bolsonaristas responsáveis por milhões de fake news, ele resolveu maneirar, não ficar mais agressivo, percebeu que não dava pra enfrentar o Congresso todos os dias e ir em busca de alianças para evitar o impeachment. Tem 52 pedidos para o Rodrigo Maia colocar em votação e ele só tem que colocar um, mas só há uma forma dele colocar, é da sociedade brasileira fazer pressão. Ele está preocupado em tentar construir a sua reeleição para 2020', relata. 

Para ele, as eleições presidenciais de 2022 não estão subordinadas as eleições municipais deste ano. 

'O discurso para 2020 é um discurso, uma campanha para o presidente da República se discute o comportamento a nível nacional e internacional. Se não fosse a indústria do fake news financiada por agentes de Bolsonaro, o Haddad teria ganhado as eleições. Eu tinha certeza do que iria acontecer e aconteceu, assim como agora tenho certeza que vamos reverter isso. O PT vai disputar essas eleições, em Feira, o Zé Neto tem que saber o discurso tem que fazer, mostrar o que o governo está fazendo na economia nacional, mas o principal é o que ele vai fazer com o povo de Feira de Santana. Espero que o Brasil tenha uma quantidade de prefeitos de PT, eu perdi três eleições para presidente e não resmunguei em nenhuma delas, me preparei para as outras, a democracia é isso, a gente ganha, perde, erra e acerta', conta. 
 

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