É muito mais, mas nem tanto...

Foto: Divulgação

Feira de Santana tem até hoje, oficialmente, 6.868 casos confirmados, desde que a pandemia do novo coronavírus começou, mas isso, não necessariamente, condiz com a realidade. Tenho dito desde o início disso tudo, sobre a minha preocupação com os números 'não-oficiais'. Como toda doença, a Covid-19 tem parte de seus casos sub-notificados, que é quando a pessoa não informa às autoridades de saúde sobre sua infecção. Muita gente que tem tido sintomas leves, tem tratado como gripe, sem saber se está mesmo gripada ou acometida pela Covid-19. Não faz o teste, e portanto, não entra na estatística do município. Pior é que, nem sempre cumpre o isolamento, e mesmo sem saber, leva o vírus adiante. Daí a necessidade de fazer o teste no primeiro sinal de sintomas.

Ou seja, o número de casos da doença em Feira pode, e até deve, ser bem maior. Para que não pareça um discurso totalmente pessimista, o ponto positivo disso é que a doença também é menos letal (embora muito letal) do que se imagina. Se por um lado, o número de casos pode ser bem maior, o número de mortes pela doença se aproxima um pouco mais da realidade (embora também exista sub-notificação para isso), já que os médicos precisam determinar a causa de qualquer morte que aconteça, e em tempos de pandemia, faz-se o teste também naqueles que morreram com algum sintoma, mesmo após a morte.

Os mais otimistas podem até concluir que estaríamos próximos da chamada 'imunidade de rebanho', mas é uma realidade, que acredito, ser bem longe da nossa atual. O termo é utilizado quando a maior parte da população já teve contato com o vírus, e por isso, já adquiriu imunidade a ele. Nesse caso, o coronavírus continuaria circulando, mas não infectaria mais tanta gente, já que a maioria das pessoas já teriam anticorpos contra ele. Não é o caso de Feira de Santana. Se estivéssemos com a 'imunidade de rebanho', proporcionalmente, o número de mortos pela Covid-19 no município seria bem maior, e isso, nós não queremos que aconteça. Então, é ter consciência do problema e evitar a infecção em massa, sabendo que a situação é pior do que aquilo que é oficial, e longe da 'abonança' pós a 'tempestade' que não queremos que chegue tão forte.

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