Villas Boas critica situação epidemiológica do coronavírus em Feira de Santana

De acordo com o secretário, além da flexibilização do comércio, a prefeitura não disponibilizou pontos de testagem.

Foto: Divulgação

No último fim de semana, o número de casos confirmados de coronavírus na Bahia sofreu um acréscimo de 12.073 infectados. O índice, divulgado no boletim da Secretaria de Saúde (Sesab), representa aproximadamente 20% do que o estado notificou entre o início da pandemia e sexta-feira (26).

Apesar do impacto inicial que os dados causam, o secretário Fábio Vilas-Boas explicou que não houve um surto da Covid-19 nos últimos dias, mas sim uma atualização de casos que estavam represados, sem uma confirmação do município de origem.

Fábio Vilas-Boas pontuou que dos 8.822 casos que entraram no boletim de sábado (27), 7.938 entraram na relação como parte da decisão da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) de limitar o prazo de validação dos municípios a 24 horas.

O secretário afirmou que prefeituras de várias cidades notificavam o estado sobre um paciente com suspeita da Covid-19, mas, mesmo após semanas, não confirmavam se a pessoa realmente havia sido infectada pela doença. No domingo (28), a Sesab registrou 3.251 casos de coronavírus no estado.

De acordo com o secretário, o número de curados é, atualmente, superior ao de casos ativos no estado. O boletim do último domingo apontava 43.072 pessoas que se recuperaram da doença, enquanto 23.675 seguem infectadas. Outros 1.748 não resistiram e morreram em decorrência da Covid-19.

Mesmo com o número de curados acima do de casos ativos, Vilas-Boas mantém o sinal de alerta ligado para alguns municípios, principalmente aqueles que flexibilizaram as atividades comerciais.

“Estamos muito preocupados, acompanhando a situação de cada um desses municípios. Temos uma situação de crescimento acelerado em alguns municípios do interior do estado, como Santo Antônio de Jesus, Teixeira de Freitas continua mantendo a taxa elevada, Feira de Santana, Vitória da Conquista. São cidades grandes que qualquer elevação percentual acaba impactando muito na média do estado. Estamos discutindo um plano de reabertura da economia para todo o estado da Bahia. Esse plano está sendo amparado por cientistas, epidemiologistas, todas as áreas ligadas a economia do estado. Um pilar principal desse plano é a garantia da taxa de estabilidade por pelo menos 10 a 14 dias. Enquanto não tivermos isso, não é possível pensar em flexibilizações, ainda mais sem nenhuma base de estudo”, declarou.

No caso de Feira de Santana, Vilas-Boas afirmou que, além da flexibilização do comércio, a prefeitura não disponibilizou pontos de testagem. A Secretaria de Saúde instalará uma tenda para coletar amostras e diagnosticar pessoas com sintomas da Covid-19.

“Feira de Santana já é a terceira vez que abre e fecha comércio. Infelizmente, em plena rampa de aceleração, houve a decisão da prefeitura de abrir. E nos últimos dias não é só no gráfico ou nos números não. Visivelmente existe um aumento de caso. A nossa UPA regional que fica ao lado do Clériston Andrade está superlotada de casos. A partir de hoje vamos abrir uma tenda paralela a UPA, apenas para fazer coleta de RTPCR. A prefeitura não está oferecendo pontos de testagem. Pedi várias vezes para a prefeitura abrisse um pronto atendimento Covid, como fizemos em outras 25 cidades. A prefeitura não fez isso”, afirmou o secretário. 

De acordo com último boletim epidemiológico divulgado neste domingo (28), Feira de Santana tem 3.320 infectados pelo coronavírus com 57 mortes pela doença. 

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