Para deputado federal Osmar Terra, epidemia deve acabar na primeira quinzena de junho

O médico que também já foi ministro do Desenvolvimento Social no governo Michel Temer e Ministro da Cidadania no governo Jair Bolsonaro, também mostra-se a favor do isolamento vertical e uso da cloroquina em pacientes com Covid-19.

Foto: Divulgação

Em entrevista para ao programa Linha Direta com o Povo, o médico e deputado federal, Osmar Terra, que também já foi ministro do Desenvolvimento Social no governo Michel Temer e Ministro da Cidadania no governo Jair Bolsonaro, afirmou discordar do método e concordar com a progressão inconstante e desigual do vírus nas localidades. 

'Nunca se fez quarentena para enfrentar uma epidemia viral, isso é uma invenção nova, tá errada. As mortes que ocorreram no Brasil, aconteceram durante a quarentena. A justificativa dos estados que possuem menos registros por causa do isolamento, não é verdade, a verdade é que nesses locais circulam menos vírus. Porque Salvador não tem mais casos que em Fortaleza? Porque em Fortaleza há mais circulação do vírus por causa do voos, por exemplo. Os locais que estão longes das portas de entrada do país, possuem menos casos', afirma.  

Para o médico, as pessoas, mesmo em casa, podem contrair a doença. 

''A quarentena não evita a epidemia, as pessoas em casa se contaminam igual ou mais do que na rua. O vírus já está em toda parte, ele já estava propagado antes de ser descoberto, até os médicos descobrirem já levou por volta de dois meses e milhões de pessoas já estão infectadas. É uma quarentena de ficção que só os ricos curtem, porque tem dinheiro no banco e comida na geladeiras e os pobres perdendo o que tinham', diz. 

Osmar ressalta ainda que mais de 90% dos infectados são assintomáticos. 

'Elas não sabem que estão com a doença e vão espalhando, viajam, o período que elas podem passar dura 14 dias e depois elas adquirem anticorpos e ganham defesa para o vírus', conta. 

O deputado afirma já ver uma diminuição no número de ocorrências relacionada a doença no país e acredita que a epidemia não passará de junho.

'Quando começar a cair, como já está caindo em muitos lugares, vai cair em todo o Brasil. Não existe a ideia de que o vírus vai se espalhar indefinidamente e só quando contaminar todo mundo vai parar, não é verdade. Nos locais com maiores surtos, quando atingir um determinado percentual de contaminados, o vírus desaparece, com todas as epidemias são assim. O vírus tá seguindo o curso normal, tá chegando no pico e vai começar a cair, essa epidemia termina em junho, na primeira quinzena não vamos ter mais epidemia', relata. 

O uso da cloroquina em infectados pelo coronavírus no Brasil é motivo de discussão no país. O medicamento, que causou atrito entre Bolsonaro e os últimos dois ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, tem uso defendido pelo presidente Jair Bolsonaro.  Terra também mostra-se a favor do uso do medicamento em casos da Covid-19. 

'Eu sou grupo de risco e se tivesse nessa situação, tomaria com certeza, se tem possibilidade de isso dar resultado. Todos os remédios possuem efeitos colaterais, todos os militares que estão servindo na Amazônia, tomam esse medicamento durante o período. Se tem uma sinalização de que as pessoas podem melhorar, não tem problema nenhum nisso', ressalta. 

Confira a entrevista em vídeo:  






Compartilhe

Deixe seu comentário