Mais de 90 pessoas foram presas durante o Carnaval de Salvador; não há registros de morte

Não houve também latrocínio (roubo seguido de morte) e lesão dolosa seguida de morte. As tentativas de homicídio tiveram queda de 70%.

Foto: Divulgação

O secretário de Segurança Pública Bahia, Mauricio Barbosa, divulgou no início da tarde desta quarta-feira (26), durante coletiva de imprensa, o balanço das ocorrências policiais do carnaval em Salvador.  

Segundo o secretário, 96 pessoas foram presas, desse total, 52 prisões em flagrante, 42 por reconhecimento facial e dois por outros mandados. Entre os suspeitos flagrados pelo reconhecimento facial (40 homens e duas mulheres), e com ordem judicial de prisão, estavam dois envolvidos em homicídios, 13 relacionados a tráfico de drogas, 14 procurados por roubos, três ligados a furtos, entre outros casos. Em todos os casos, a ferramenta tecnológica indicou semelhança acima de 90%.

Mauricio explicou ainda que: “Os indivíduos foram conduzidos e passaram pelo processo de identificação humana, em alguns casos com o recurso do Face Check (foto da palma da mão e comparação das impressões digitais), ferramenta usada em fase de teste. O Carnaval de 2020 confirma o nosso pioneirismo no uso de tecnologia de ponta em grandes eventos. Começamos na festa do ano passado, com o Reconhecimento Facial e tivemos um preso. Na Micareta de Feira alcançamos 33 foragidos e agora, encerramos a folia de Salvador com 42 capturados", disse o secretário.

O Carnaval terminou sem registro de morte violenta nos três circuitos. Não houve também latrocínio (roubo seguido de morte) e lesão dolosa seguida de morte. As tentativas de homicídio tiveram queda de 70%. Foram três casos computados este ano, contra 10 registros em 2019.
Nos seis dias de festa 3.110 suspeitos foram conduzidos aos postos, resultando nas prisões em flagrante de 52 criminosos. Nas Centrais de Flagrantes a polícia contabilizou ainda cinco registros de armas brancas apreendidas. Durante a folia nove casos de importunação sexual foram registrados, um de homofobia, dois de racismo, 157 roubos (121 em 2019), 1.090 furtos (891 em 2019) e 120 lesões corporais (118 em 2019).

Durante a coletiva o secretário de segurança, mostrou também dados que evidenciam o crescimento de público na Barra (Dodô) em detrimento ao Campo Grande (Osmar). O embasamento para a tese é analisado através dos números de faces detectadas nos portais de acesso nos circuitos pela identificação facial, estratégia implementada pela SSP no carnaval do ano passado e ampliada na folia deste ano. Foram 6,9 milhões de faces registradas na Barra; 3,4 milhões no Campo Grande e 1,4 milhão no Circuito Batatinha (Pelourinho). 11,7 milhões de pessoas passaram pelos pórticos.



Informações Gleidson Santos 

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