Em meio a dúvidas sobre impacto econômico do Covid-19, OMS confirma 1526 mortes

Já são mais de 50 mil casos confirmados. China anuncia medidas para diminuir impacto do vírus na economia.

Foto: EPA/RUNGROJ YONGRIT

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, neste sábado (15), um novo boletim sobre a situação do coronavírus no mundo. Segundo o documento, já são 50.580 casos confirmados por exames de laboratório, sendo 50.054 na China. Até agora, foram 1.526 mortes, sendo 1.524 na China.

A OMS classifica a situação como uma epidemia dentro da China, avalia que o risco internacional ainda é alto e que é impossível dizer para onde os casos vão se espalhar. Enquanto a doença avança, autoridades da China e dos EUA já mostram preocupação e dúvidas sobre os impactos econômicos do Covid-19.

No balanço deste sábado, a OMS afirmou que 25 países apresentam algum caso de infecção pelo vírus. A morte registrada pela França ainda não foi contabilizada pelo documento da OMS.

Segundo a agência Reuters, o regulador bancário e de títulos da China anunciou novas medidas para sustentar empresas, indústrias e pequenos e médios negócios que foram afetados pela epidemia do coronavírus. A instituição pediu aos bancos que forneçam taxas e serviços financeiros melhores para fabricantes de equipamentos de proteção.

A Reuters informou, também, que o presidente Xi Jinping disse que a China tem que fazer todos os esforços para manter o controle econômico e social enquanto enfrenta a epidemia de coronavírus, além de evitar causar pânico que possa levar a "desastres" secundários".

O discurso foi divulgado neste sábado, mas foi pronunciado ainda no começo do mês para autoridades seniores do país. No discurso, Xi admitiu que a epidemia está impactando a economia, especialmente, as indústrias. Ele afirmou que o país precisava adotar ações para manter a cadeia industrial do país e encorajar as empresas a retomarem a produção.

Além da China, o assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, afirmou que o surto de coronavírus pode impactar em 0,2 ou 0,3 ponto percentual do PIB dos EUA, no primeiro trimestre de 2020.

"Estamos achando que no primeiro trimestre vamos perder...0,2 ou 0,3 ponto percentual do PIB", disse ele em entrevista à Fox Business Network.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, afirmou neste sábado, que o surto de coronavírus ainda é uma emergência para a China e que é impossível dizer para onde a epidemia vai se espalhar.

Adhanom disse na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, que se sente encorajado pelas ações da China para desacelerar a disseminação do vírus, mas que ainda está preocupado com o aumento no número de casos.

Na última sexta-feira, o diretor-executivo do programa de emergências de saúde da OMS, Mike Ryan, disse em uma entrevista coletiva que não há "aumentos dramáticos de transmissão fora da China", além dos casos da embarcação Diamond Princess.

Neste sábado, foi anunciado, também, que um turista chinês de 80 anos morreu, na França, depois de contrair o Covid-19. É o primeiro registro de uma morte pela doença, fora da Ásia, e o terceiro caso fora da China, de acordo com anúncio do Ministério da Saúde da França, neste sábado (15).

Segundo a ministra de Saúde da França, Agnès Buzyn, a vítima é da província de Hubei, o epicentro da epidemia.

O chinês chegou à França no dia 16 de janeiro. Nove dias depois, em 25 de janeiro, ele havia sido colocado em quarentena. Ele tinha uma infecção pulmonar causada pelo coronavírus, e sua condição física se deteriorou rapidamente. Uma filha do homem de 80 anos também foi hospitalizada, mas a expectativa é que ela receba alta.


Informações G1

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