Sul e Sudeste voltam a ter mortes de macacos com febre amarela, diz ministério

Nos últimos seis meses, ao menos 38 primatas morreram infectados pela doença, segundo o boletim epidemiológico mais recente, mais de mil mortes são investigadas pela pasta.

Foto: Divulgação

Ao menos 38 primatas morreram por febre amarela e mais de mil casos são investigados pelo Ministério da Saúde. De acordo com um boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (15), a maior parte dos casos se concentra nas regiões Sul e Sudeste.

A morte dos animais serve como um alerta de que a doença pode voltar a afetar os moradores da região. De todos os casos confirmados, a maior parte se concentra no Paraná, foram 34 macacos mortos. São Paulo e registrou três confirmações de febre amarela enquanto que Santa Catarina teve apenas um caso.

O governo investiga ainda a morte de mais de mil espécimes entre julho de 2019 e 8 de janeiro deste ano. Segundo o ministério, os três estados tiveram baixa cobertura vacinal, o que pode facilitar o surgimento de novos casos da doença após a temporada de chuvas.

No mesmo período, 327 casos suspeitos de febre amarela em humanos foram notificados ao ministério, mas apenas um foi confirmado, no Pará. Entre janeiro e junho de 2019, 14 pessoas morreram devido à febre amarela no Brasil. Doze delas estavam no estado de São Paulo.

Atualmente, o Brasil tem apenas registros de febre amarela silvestre, transmitida por mosquitos que vivem no campo e florestas. O boletim ressaltou que os últimos casos de febre amarela urbana (transmitida pelo Aedes aegypti) foram registrados em 1942, no Acre.

A febre amarela causa sintomas como dor de cabeça, febre baixa, fraqueza e vômitos, dores musculares e nas articulações. Em sua fase mais grave, pode causar inflamação no fígado e nos rins, sangramentos na pele e levar à morte.

Desde março de 2018 o governo passou a recomendar a vacina da febre amarela para todo o território brasileiro. A dose é única, fornecida de graça no Sistema Único de Saúde (SUS) e é válida para toda a vida.

Neste ano o calendário de vacinação passará por alterações. Segundo o ministério, as crianças passarão a ter um reforço da vacina aos quatro anos de idade, isso porque há uma redução na resposta imunológica daquelas que foram vacinadas aos nove meses, como previa o Calendário Nacional de Vacinação da criança.


Informações G1

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