Ação que matou general Soleimani foi legítima, diz procurador-geral dos EUA

William Barr disse ainda que a Casa Branca consultou o Departamento de Justiça norte-americano antes da operação que resultou na morte do general iraniano. Donald Trump diz que militar planejava ataque 'iminente'.

Foto: Tom Brenner/Reuters

O procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, afirmou nesta segunda-feira (13) que a operação que resultou na morte do general iraniano Qassem Soleimani foi "um ato legítimo de autodefesa". Além disso, Barr confirmou que a Casa Branca consultou o Departamento de Justiça antes da ofensiva.

De acordo com a agência Reuters, Barr afirmou que o presidente Donald Trump agiu com autoridade e que o general do Irã era um "alvo militar legítimo".

"O presidente claramente teve autoridade para agir", disse.

Souleimani morreu em uma ofensiva aérea ao aeroporto de Bagdá, capital do Iraque, no início do mês. O ataque desencadeou em uma crise sem precedentes entre os Estados Unidos e o Irã, inclusive com o disparo de mísseis a bases usadas pelos norte-americanos em território iraquiano. No funeral do militar, mais de 50 pessoas morreram pisoteadas.

Ainda nesta segunda-feira, Trump afirmou no Twitter que o ataque que Soleimani supostamente planejava era "iminente", mas que isso "não importava diante do passado horrível" do general iraniano — na publicação, o presidente norte-americano não deu detalhes sobre as ações anteriores do militar.

A mensagem contradiz o secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, que disse no domingo não haver provas de que o Irã planejava atacar quatro embaixadas norte-americanas — justificativa inicialmente usada por Trump para matar Soleimani.

Na semana passada, a Câmara dos EUA — de maioria opositora — aprovou resolução que obriga o presidente a pedir autorização ao Congresso antes de adotar qualquer medida militar contra o Irã. O texto ainda precisa de aprovação no Senado, onde os republicanos são maioria.

Trump vem enviando mensagens de apoio aos manifestantes que protestam contra o governo do Ir㠗 intensificados após a derrubada, por engano, de um avião que deixou dezenas de mortos. Um porta-voz de Teerã, porém, rechaçou as mensagens do presidente norte-americano.

Informações G1

Compartilhe

Deixe seu comentário