EUA impõem novas sanções a autoridades do Irã

Secretário de Estado e de Tesouro dos EUA citaram penas impostas a produtores de itens como aço, ferro e cobre, usados em mísseis; foi anunciado também que americanos não poderão fretar aviões para Cuba.

Foto: Kevin Lamarque/Reuters

Os Estados Unidos impuseram sanções adicionais ao Irã como retaliação pelo ataque feito contra bases americanas no Iraque, anunciou o secretário de Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, nesta sexta-feira (10).

"Essas sanções vão continuar até que o regime [iraniano] pare de financiar o terrorismo global e se comprometa a nunca ter armas nucleares", disse Mnuchin em comunicado divulgado pelo Tesouro americano.

Oito autoridades iranianas foram penalizadas, entre elas o secretário do Conselho de Segurança Nacional Supremo, Ali Shamkhani, e Gholamreza Soleimani, comandante da milícia voluntária Basij, da Guarda Revolucionária do Irã. Além deles, sofreram sanções os "maiores produtores" de aço, ferro e cobre do país: segundo o comunicado, foram sancionados 17 produtores de metal e companhias mineradoras iranianas.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, participou da coletiva de imprensa em que o anúncio do Tesouro foi feito. Ele afirmou que não há dúvida de que o Irã tinha intenção de matar americanos com os ataques por mísseis, que acabaram não deixando vítimas. A ofensiva iraniana, na terça-feira (7), foi em retaliação ao ataque americano que matou o general Qassem Soleimani, o mais importante do Irã.

Pompeo também fez outros comentários sobre a crise entre os EUA e o Irã. A respeito do assassinato do general Qassem Soleimani, ele afirmou que o governo tinha informações específicas sobre uma ameaça iminente por parte do Irã aos americanos, que incluía ataques contra embaixadas.

O secretário de Estado disse ainda que eles acreditam que o Boeing 737 da Ucrânia, que caiu em Teerã na quarta-feira (8), foi atingido por um míssil iraniano. Essa hipótese foi corroborada por declarações de fontes do governo americano, do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, e do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. Segundo eles, as constatações de inteligência permitem afirmar que o avião foi derrubado por um míssil do Irã, ainda que isso possa ter acontecido de forma acidental. O Irã nega essa possibilidade.


Informações G1

Compartilhe

Deixe seu comentário