Tumor de Bruno Covas regride e prefeito fará mais cinco sessões de quimioterapia, dizem médicos

Hipótese cirúrgica segue descartada. O tratamento quimioterápico ainda deve durar quatro meses.

Foto: Divulgação

O tumor de Bruno Covas (PSDB) na cárdia, região entre o esôfago e o estômago, regrediu e o prefeito da cidade de São Paulo deve fazer mais cinco sessões de quimioterapia, informou o infectologista David Uip nesta segunda-feira (9). A lesão de Covas no fígado também está tendo uma resposta expressiva, de acordo com a equipe médica. O tratamento quimioterápico ainda deve durar quatro meses.

Durante coletiva de imprensa no hospital Sírio Libanês, na Bela Vista, região central de São Paulo, a equipe médica afirmou que Covas deve ter alta após cada sessão de quimioterapia com duração de 30 horas. Ao todo, o prefeito já fez três sessões, sendo a última no dia 26 de novembro, e fará mais cinco.

Participaram da coletiva a equipe médica que está cuidando de Covas: o professor doutor David Uip, o professor doutor Roberto Kalil, o doutor Artur Katz e o doutor Túlio Pfiffer.

"Os exames de imagem feitos de ontem para hoje mostraram uma redução expressiva das lesões dele. O tumor na transição esofogástrica a endoscopia mostrou que está cicatrizando. Os linfonodos estão diminuindo de tamanho e a única lesão que ele tem no fígado está tendo uma resposta expressiva", disse o oncologista Túlio Pfiffer.

O infectologista David Uip afirmou que o quadro clínico é "muito bom" e que Covas tem frequentado a academia. “Garanto que ele não emagreceu. Pelo contrário, ele recuperou peso", respondeu, quando questionado se Covas está mais magro. "Ele ganhou peso. O que mudou a percepção foi ter feito a barba, o que o fez parecer mais magro", acrescentou.

Uip disse ainda que o prefeito não tem apresentado efeitos adversos das drogas utilizadas na quimioterapia, "o que favorece a ideia de nós continuarmos no mesmo ritmo, uma terapia forte e agressiva contra o tumor. O prefeito está ótimo, de muito bom humor e continuará no seu dia a dia normal entendendo que ele consiga ultrapassar um novo ciclo de quimioterapia sem efeitos adversos", disse o infectologista.

Hoje disse também que marcou sua festa de aniversário com Bruno no dia 7 de abril. "Festa. Hoje comemoramos ótimas notícias". afirmou. A única indicação, segundo ele, é evitar aglomerações.

Covas voltou a ser internado, na noite de domingo (8), para realizar exames e passar por uma nova avaliação médica para definir as próximas etapas do tratamento contra o câncer na cárdia, região entre o esôfago e o estômago, com metástase no fígado.

Covas fez três exames fez entre domingo (8) e esta segunda-feira (9): uma endoscopia, uma ressonância e o PET-CT.

"A endoscopia foi para verificar os coágulos e onde existia um tumor seis semanas atrás agora existe fibrose e cicatrização, uma resposta excepcional", afirmou Pfiffer.

A ressonância apontou o que os médicos já vinham observando, uma redução na lesão do fígado e os linfonodos também estão diminuindo de tamanho. Esses dois exames são em imagem 2D.

"O (exame) Pet Scan não mostrou nenhum fato novo, caso tivesse mostrado isso teria pontado uma falência no tratamento e consequentemente o tratamento seria substituído. Uma condição essencial para o tratamento continuar é não ter havido nada novo, pelo contrário, temos notado uma clara regressão nos pontos conhecidos anteriormente", afirmou o médico.

O terceiro exame foi o PET-CT, "que apontou que a única lesão que ele tem no fígado zerou o SUV, então ele teve uma resposta fisiológica completa, o que é excelente", acrescentou Pfiffer.

O PET é um exame feito para monitorar o metabolismo de uma lesão, o quanto ela está ativa. O resultado de Bruno mostrou que a lesão hepática deixou de captar, como também diminuiu muito de volume. "Embora a gente não possa dizer que todas as lesões estejam mortes, é a regressão mais expressiva que se pode encontrar. É o fato de uma lesão previamente captante de açúcar por contraste deixar de concentrar açúcar. isso reflete uma expressiva redução do volume da doença", disse Uip.

A hipótese cirúrgica, segundo os médicos, segue descartada. O tratamento seguirá o cronograma inicial, de acordo com David Uip.



Informações G1 

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