OS TRÊS PATETAS

Foto: Divulgação

Juro aos que me ouvem que gostaria muito de falar coisas mais sérias e realmente importantes. Mas a cada dia me surpreendo com a escolha de certas personalidades para ocupar importantes funções na administração pública federal. Mas o exotismo e o despreparo destas pessoas no comando de órgãos importantes na maquina administrativa federal não tem limites. E às vezes nos tiram do foco de comentar fatos que merecem destaque. Mas não tem jeito. E vamos a eles.

Primeiramente me reporto sob a declaração do nomeado presidente da Fundação Palmares. Um famoso desconhecido de nome Sergio Nascimento de Camargo. Assim que foi escolhido, resolveu o distinto lançar opiniões que somente entendo como absurdas e destrambelhadas. Entre as asneiras perpetradas diz que a escravidão foi benéfica aos negros brasileiros, pois hoje vivem melhor que os negros da África e para rebater finalizou dizendo que temos um racismo nutela no Brasil. A principio pensei que fosse uma terrível brincadeira de extremo mau gosto. Mas não, foi uma afirmação sem meias palavras. E vejam alguém que vai ocupar uma fundação que tem entre suas politicas o combate ao racismo e a valorização dos valores culturais dos negros no Brasil, ao dizer tais asneiras já seria motivos de enxotá-lo do cargo recém nomeado. Não é crível que este sujeito com este tipo de pensamento, prefiro chamar assim por não usar palavra pior, venha a público expor ao ridículo de se mostrar tão preconceituoso quanto o mais retrogrado dos racistas. A sua nomeação tende a um único proposito: O de atender a sanha extremista de apoiadores do bolsonarismo que frequenta as redes sócias que tem o mesmo entendimento bestial do indicado a Fundação Palmares.

O sujeito se diz de direita. Mas pelas declarações ignorantes seja do ponto de vista histórico quanto antropológico, de direita que não é. Não vi uma só linha em suas palavras coisa que o definisse ter uma posição que defenda desvincular do seu palavrório a questão racial do contexto do discurso ideológico. Mas pedir tal posicionamento talvez seja muito para seu cérebro. Vamos ver até aonde ela aguenta as pressões do cargo.

Outra figura dantesca e me desculpem o trocadilho é o escolhido para presidir a FUNARTE. Uma fundação com propósitos de estimular e divulgar as artes de um modo geral. Seu nome: Dante Henrique Mantovani. O seu curriculum acadêmico diz que é doutor em estudos da Linguagem pela Universidade de Londrina. No entanto o lustro acadêmico não lhe trouxe iluminismo em seu pensamento. As coisas ditas em sites, redes sociais e escritos só demonstram o seu estado de indigência intelectual. Dentre as barbaridades ditas, que somente as reproduzo para expor o ridículo, está o de defender o terraplanismo. Diz este luminar da cultura, que a NASA forjou fotos para esconder que o planeta Terra não é redondo. E outra, que as musicas dos The Beatles foram compostas pelo pensador alemão da Escola de Frankfurt o filosofo Adorno. Mas a coisa não ficou somente nisto. Disse este brilhante pensador que no festival de Woodstock de 68, agentes comunistas infiltrados distribuíram LSD aos jovens a fim de destruir a família. Acho que vou parar por aqui, pois já não me aguento de tanto rir.

As idiotices ditas é a prova cabal que titulação acadêmica não trás lustro ao pensamento de certos indivíduos. O Dante ao que parece vive no mundo da lua. Mas será que ele acha também que a lua é plana. A saber.

Outro que não fica longe de seus coleguinhas é o presidente da Biblioteca Nacional recentemente escolhido. Refiro-me ao Rafael Alves da Silva. Seu bestialógico não fica nada a dever de seus outros coleguinhas da função pública.  Monarquista, com certeza almeja um dia ser conde ou barão, em suas redes sociais publicou um arrazoado de bobagens afirmando que contesta que o numero de negros assassinados mais que os brancos. Li no jornal Estadão as suas observações, que diria um tanto esquisitas, para não me obrigar a usar um termo mais pesado. Diz lá em suas observações que não se pode basear que não são os negros que mais morrem por ação criminosa, mas aqueles que se reconheceram negros ou pardos de forma relativamente arbitrária. Não vou continuar porque não consegui levar a serio quem escreve bobagens deste quilate. Paciência tem limite.

O que se observa na escolha de figuras tão ruins e o que assombra é a burrice e a falta de senso de ridículo ao defender ideias abiloladas e sem sentido. Não sei de onde tiraram das catacumbas da escuridão das ideias, pessoas tão despreparadas. Atende como disse anteriormente, as hostes bestiais das redes sociais extremistas de direita que apoiam teorias da conspiração, globalismo e outras sandices rasteiras e assim acalmar seus ânimos. A única explicação possível é esta. Não há outra.

Quer queira ou não estas nomeações repercutem na economia do país. Pois servimos de chacota na comunidade internacional, que por sua vez afasta investidor que queira por exemplo, investir na cultura nacional. E cultura se não sabem movimenta muitos bilhões de dólares. Mas com estas figuras é bem possível que não atraia. Termino com uma frase do impagável Millôr Fernandes. Dizia ele: O Brasil é único lugar no mundo que são os palhaços que riem do público.

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