Bélgica registra primeira morte atribuída ao uso do cigarro eletrônico

Jovem de 18 anos morreu por insuficiência respiratória atribuída ao uso de dispositivo vaporizador, informaram as autoridades do país europeu.

Foto: Christopher Pike/Reuters

Um jovem de 18 anos morreu na Bélgica devido a uma insuficiência respiratória atribuída pelas autoridades ao vaping e a uma mistura de produtos nocivos em um cigarro eletrônico, o que é uma novidade no país.

"A conexão com o cigarro eletrônico está estabelecida. Não há neste paciente nenhuma outra explicação para uma pneumonia tão grave", declarou nesta quinta-feira (14) a ministra da Saúde belga, Maggie De Block.

Médicos e cientistas têm dúvidas sobre o que está causando os graves problemas pulmonares. Autoridades pedem que o uso do produto seja suspenso até que haja uma maior compreensão dos efeitos sobre o corpo humano.

Os cigarros tradicionais funcionam por combustão. Já os eletrônicos, por vaporização, e aparecem também na forma de "canetas" com um líquido interno. Utilizam bateria para evaporar uma mistura geralmente feita com álcool, água, glicerina, propilenoglicol e essências. Ele é uma espécie de dispositivo "vaporizador" de aromas, sabores e outros produtos químicos: álcool, glicerina e, na maioria deles, nicotina.

Embora o produto seja proibido no Brasil desde 2009, sem nunca ter sido registrado por aqui, seu uso já é observado em várias cidades brasileiras. Em um parecer de 2017, a Anvisa informou que o cigarro eletrônico transmite uma falsa sensação de segurança ao fumante.

A "Food and Drug Administration" (FDA), a "Anvisa" norte-americana, ainda não determinou a regulação do produto e jogou essa resolução para 2022, algo que gerou muitas críticas internas. Mais de 9 milhões de pessoas fumam os e-cigaretts nos Estados Unidos, de acordo com o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) norte-americano.

A Anvisa justifica essa decisão com "a falta de comprovação científica sobre a eficácia e segurança do produto", especialmente quando apresentado como instrumento para parar de fumar. Também está vetada a publicidade e a importação do produto.


Informações G1 

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