Assembleia em Salvador definirá se policiais militares da Bahia entrarão em greve

Foto: Divulgação/ Secom-BA

O coordenador da Associação de Praças e Bombeiros Militares (ASPRA - Feira de Santana), o soldado Paulo dos Anjos, conversou com o repórter do Bom Dia Feira, Joaquim Neto e falou sobre uma possível greve da Polícia Militar no próximo dia 11 de setembro. De acordo com o presidente, tentativas de negociações já acontecem há 5 anos com o governo, mas sem sucesso, por este motivo, uma assembleia será realizada em Salvador nesta quarta-feira (11) para decidir se haverá ou não uma greve da categoria. 

"Nós já temos cinco anos tentando sentar à mesa com o governo, tentando negociar. A categoria tem sofrido muitas perdas, e nós como representantes de policiais e bombeiros estamos tentando dialogar com o governo, mas ele se nega. Dia 11, na próxima quarta-feira teremos uma assembleia geral em Salvador e até lá esperamos que o governo chame a categoria para conversar para que esse momento de insegurança passe, nós não desejamos greve, mas infelizmente, todos hão de concordar que cinco anos é um prazo muito grande e o governo se negando a negociar. Então chegamos num momento complicado e precisamos de usa decisão", ressaltou Paulo Anjos.  

A categoria reivindica além de um reajuste salarial, melhorias no plano de saúde, o Planserv, que passou a ser administrado pela empresa Qualirede. 

"Nós estamos reivindicando melhorias no plano de saúde do servidor, o governo fez algumas modificações, retirou R$ 300 milhões do plano de saúde, em contrapartida patronal, o governo contratou uma administradora para o Planserv, que é a Qualirede, que custa R$84 milhões e de lá pra cá, o plano vem definhando. Procedimentos simples não estão sendo liberados e o governo infelizmente vem prejudicando os servidores nesse ponto, que é uma coisa básica. Nós pagamos o plano de saúde", disse. 

Segundo Paulo Anjos, o governo não vem cumprindo com as decisões judiciais com melhorias para a categoria e se recusa a negociar. 

"Nós temos decisões judiciais que o governo não está cumprindo. Ganha-se ação, mas o governo não cumpre, não paga. São situações que a categoria tem passado durante muito tempo. São cinco anos sem negociação, sempre acumulando perdas. Não tem reajuste há seis anos, aumentou a contribuição previdenciárias. São perdas que já estão corroendo a bastante tempo o salário, tanto dos profissionais da ativa quanto da reserva", finalizou. 

Outras reivindicações são:

- Pagamento de 1/3 de férias
- Plano de carreira 
- Cumprimento de ordem judicial (com garantias para a categoria)
- Reforma do Estatuto acordado em 2014
- Isenção de ICMS na aquisição de arma de fogo






Informações do repórter Joaquim Neto do Bom Dia Feira 

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