PEDE PARA SAIR 01

Foto: Divulgação

A cada dia que passa determinados acontecimentos vem confirmar aquilo que já se suspeitava no mundo jurídico, mas ainda faltava aquele elemento definidor que revelasse a forma subjacente de tentar conserta o Brasil nos propósitos certos com os métodos completamente errados e por que não dizer ilegais? Refiro-me aos heróis de papel da operação Lava Jato.

As revelações do site Intercept Brasil denuda de forma inquestionável de como um grupo de promotores, delegados e um juiz se organizaram para através de uma meritória vontade de combater a corrupção se engajaram em fazer proselitismo politico com suas investigações e condenações e de como não se deve atuar estes agentes políticos em prol de um projeto politico tendo como pano de fundo os processos criminais. As conversas divulgadas nos mais diversos canais da imprensa demonstram o reverso daquilo que os operadores da lava jato tanto combatiam: A certeza de que o que estavam fazendo era correto e ninguém questionaria. Ledo engano. Foram vitimas daquilo que sempre fizeram. Soltar informações sigilosas de processo sob sua responsabilidade para alguns jornalistas a fim de obter para si o beneplácito da opinião pública.

Estes vazamentos seletivos, soltados de acordo com os interesses das demandas em curso nunca forma investigadas, ao passo que, ao serem flagrados com o próprio veneno que destilavam em conta gotas, viu que os métodos utilizados para combater os corruptos não tinham amparo legal. A medida que as conversas foram reveladas, viu-se que destroçaram as leis e o bom senso apenas para atender aquela vontade atávica de que seriam os supre heróis que salvariam o Brasil de uma de suas maiores mazelas: a corrupção. Em qualquer país sério, juiz, promotor e delegados seria afastados e ainda responderiam por seus atos perante a justiça. Delagnol e sua equipe cometeram uma penca de irregularidades e não negadas, e que se fossem aqui descrevê-las levaria um bom tempo.

A população levada pelo discurso tosco e raso de que se estava prendendo corruptos, portanto, as ilegalidades dos membros da Lava Jato não eram relevantes, contribuiu para que os mesmos não fossem afastados. Os exemplos de comportamento errático extrapola qualquer argumento de que os fins justificam o meio. A coisa era tão aviltante que na última semana foi divulgado nas conversas gravadas que se implantasse na imprensa notícias para trazer constrangimento a procuradora da república Raquel Dodge e assim tentar minar sua atuação frente ao órgão. A desfaçatez foi tamanha que entre os diálogos, saíram com essa; “ Barraco tem nome e sobrenome. Raquel Dodge”.

O que me preocupa não é teor destas gravações, que repito, até hoje não foram negadas, mas a cara de pau de quem não vê nada de grave naquilo que já foi divulgado até hoje. Qualquer um que tenha aprendido a escrever o nome sabe que as condutas até agora reveladas pelas gravações já seria motivo de afastamento, se não, de exoneração dos cargos que ocupam. Mas aqueles que defendem com o discurso chechelento de que nunca se viu tantos poderosos presos, fica prejudicado pela maneira, digamos assim, peculiar de processar os corruptos. Também não me venham dizer que estou defendendo corruptos, argumento de quem não tem o que dizer, e que qualquer pessoa com cérebro sabe que sou a favor de penas duras para estes bandidos. Mas a questão não é esta. Mas a forma como conduziram o troço. Ao arrepio dos valores éticos, morais e jurídicos atropelaram todos os códigos no afã de mostrar que são voluntariosos e competentes. Aos que defendem os métodos de Moro e companhia eu gostaria de saber, se tivessem um processo e fossem adotados os procedimentos dos valentes da lava Jato aceitariam o modus operandi deles? Apenas isto, me respondam.

O desapego a ordem jurídica era tão acintoso que os procuradores procuraram um senador e seu partido para ingressar com pedido de afastamento de um ministro do STF. Chegando ao ponto de redigir até peça processual para atingir os seus intentos. Quando recebem criticas direta do STF, os valentes saem com as mais deslavadas retóricas rasteiras. E como não tem argumento partem para a desculpa de que as gravações forma obtidas por meios ilegais, portanto, carecedora de validade. É aquela velha estória do marido que viu sua mulher se pegando com o amante no sofá da sala de sua casa. Para acabar com a traição tirou o sofá da sala.

Assim comungo a ideia de que os envolvidos nos fatos relatados nas gravações deveriam pedir para sair. Tanto o 00 que é o Moro, pois sua credibilidade já foi para bem longe, quanto os demais 01, 02, 03 e por aí vai.

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