O final de ano propõe otimismo para quem procura emprego

A depender do comportamento, os empregados de forma temporária ou por experiência podem permanecer contratados, aponta Arlindo Marques

Joaquim Neto

“Com certeza Feira de Santana trará vagas para o final de ano, vai depender da sorte, competência e oportunidade”, afirma o diretor da Casa do Trabalho, Arlindo Marques, ressaltando a expectativa porque oportunidades surgem com o comércio que se encontra "aquecido". 

O diretor citou como setores que acredita ter a necessidade de contratação temporária ou por período de expeiência: comércio e empresas que prestam serviço ao comércio, com gráficas, fardamentos, materiais de corte e costura, vestuário, entre outras. Os serviços de mão de obra como caixa, atendente, repositores, estoquista e vendedores são apontados como os mais requisitados da estação. 

Arlindo pontua que, tradicionalmente, no trimestre outubro-novembro-dezembro o foco empregatício é o comércio, que desabastece com a demanda requerida no final de ano. A partir de janeiro, há uma queda no setor, então serviços e indústria acompanham as ofertas de vagas para abastecer novamente o comércio. 

As experiências indicam que o segundo semestre é sempre melhor que o primeiro, porque não há cobrança de tributos como o IPVA, IPTU, Imposto de Renda que atribulam a primeira parte do ano e, também porque tem injeção de recursos como PIS e parcelas de décimo terceiro que, de forma imprevisível, desencadeiam maior consumo.

Vagas

Alindo Marques acredita que muitos contratos não serão firmados necessariamente pela Casa do Trabalhador, porque as vagas ofertadas no estabelecimento são com carteira assinada, enquanto para a prática de serviço temporário ou por experiência maior parte dos empregadores escolhe não assinar carteira.

Para as vagas fixas, normalmente é preciso que o candidato tenha experiência. Para as temporárias, a definição depende do cargo. "Para controle de caixa tem que ter uma experiência prévia pois não há tempo para preparar, mas para estoquistas e repositores, admitem bastante para primeiro emprego", exemplifica o diretor da Casa do Trabalhador.

Arlindo Marques considera que os empregadores querem que o empregado façam a diferença dentro e fora da organização, "então aqueles que fizerem diferença dentro da empresa, com certeza terão oportunidade [de permanecer trabalhando]". "É uma vitrine, um bom momento de mostrar seu serviço, mostrar que faz a diferença e principalmente o que muitos empregadores chamam genericamente de 'brilho no olhar' - questão de atitude, postura, comprometimento, garra e querer o emprego, se aperfeiçoar, se capacitar, se interessar e objetivar o futuro dele junto com a organização", orientou.

A Casa do Trabalhador dispõe de forma mais constante, embora rotativa - demandada pela alta procura e oferta, vagas para deficientes físicos, empregadas domésticas, vendedores. Vagas para outras especialidades surgem de forma mais inconstante e é indicado que o interessado tenha cadastro atualizado e acompanhe as seleções na instituição. 

Informações de Joaquim Neto

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