Eleições: Jhonatas Monteiro é entrevistado do Bom Dia Feira

Candidatos a prefeitura de Feira de Santana estão sendo entrevistados

O programa Bom Dia Feira segue com a série de entrevistas com os candidatos a prefeitura de Feira de Santana. Nesta terça-feira (23) o candidato do PSOL, Jhonatas Monteiro, respondeu a perguntas sobre vários assuntos.

Conhecido como “rasta”, o professor diz não se incomodar com o título. “Faz parte da minha identidade, no universo popular da Bahia, quem usa dred, quem usa cabelo como forma de firmação é chamado de rasta, mesmo quem não segue o rastafarianismo. Vejo como uma forma carinhosa para comigo”, avalia.

O terceiro mais votado nas últimas eleições municipais, o candidato deixa claro o seu objetivo na disputa: “espero ganhar a eleição, governar Feira de uma forma radicalmente diferente da forma que vem sendo administrada especialmente nos últimos 15 anos”, enfatizou, e completou: “se em 2012 foi uma candidatura para que as pessoas conhecessem a nossa proposição, a nossa proposição é apresentar uma proposta que signifique governar Feira a partir de janeiro”, disse.

Plano de Governo

Jhonatas citou algumas questões que para ele são primordiais. “Existem quatro coisas que acredito que são pontos necessários de intervenção urgente, claro que um programa de Governo desde 2012 lida com vários problemas, tinham mais de 50 páginas, com a versão atualizada deve ser mais que isso”, afirmou.

- Transporte coletivo

“O transporte coletivo sem dúvida continua como um calcanhar de Aquiles. Vivemos situação de caos no transporte, ano passado único caso de uma cidade de mais de meio milhão de habitantes ficar sem transporte por dez dias. Temos uma frota pequena, desenho equivocado”, avalia, ressaltando que o transporte é uma das prioridades.

- Emprego

“Os municípios não pode se resumir à ideia de atrair empresas”, afirmou.

- Planejamento Urbano

Para Jhonatas, não é aceitável que uma cidade não tenha plano diretor. “Todo o crescimento foi a partir das imobiliárias e grandes grupos definiram. Onde a cidade mais cresceu é onde cresceu de forma mais precária, sem estrutura de serviços públicos,” destacou.

-  Estímulo à vida cultural

BRT

O candidato salientou que o PSOL sempre deixou claro o posicionamento com relação ao projeto que está sendo colocado em prática pela atual gestão, com o BRT. “A posição do PSOL durante o processo foi clara, não é um projeto para resolver o transporte para quem precisa”, acredita.

Segundo Jhontanas, o problema do transporte nunca esteve em andar rápido nas avenidas Getúlio Vargas e João Durval, como no projeto do BRT, mas em outras partes da cidade.

O professor criticou ainda que a maior parte da verba seja destinada a construção de trincheiras e não em investir na frota. O candidato compara com a capital sergipana, citando que com a nova frota chega em torno de 270 ônibus, enquanto Aracaju já tinha há um tempo atrás frota com mais de 400 ônibus, com porte semelhante da cidade.

Limites do município

“A comunidade Jardim Aliança que desde o processo eleitoral anterior vive situação de incerteza, embora viva, trabalhe, e tenha participação nas eleições em Feira, não é assistida pelo município de São Gonçalo e nem pelo município de Feira”, lamentou.

O candidato salientou que apesar dos limites entre os municípios serem de responsabilidade da Assembleia Legislativa, os municípios podem apresentar propostas.

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