CANUDOS EM CORDEL - I

Foto: Divulgação

O leitor já viu contar
A história do Conselheiro,
De um simples penitente
Que assombrou o mundo inteiro
Modesto, honesto e valente
Que fascinou tanta gente
Neste sertão brasileiro.
 
Sua arma tal uma verga
Lhe servia de bastão,
Era um tipo de Moisés
Pregando pelo sertão
Como feito no Sinai.
O povo o tinha por pai
Era autor da Redenção.
 
A nação gastou dinheiro
E cinco mil oficiais
Nos pelados de Canudos
Estão seus restos mortais
Os ossos petrificados
Veio gente até dos estados
Que não retornou jamais.
 
Reuniu-se ali tanta gente
Para o dia da Redenção,
Esperavam o Salvador
E o rei Dom Sebastião,
Gente fazia fileiras
Foi uma Troia brasileira
Nos carrascos do sertão.
 
Nasceu Antônio Conselheiro
No estado do Ceará,
Na vila de Quixamobim
Pertinho de Quixadá
De família pobre e fiel
Descende dos Maciel
Muito conhecida lá.
 
Do poeta euclidense José Aras.

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