Nas campanhas, pode?

Foto: Divulgação

Tem chamado a atenção, em todo o país, as grandes aglomerações causadas por caminhadas e carreatas, entre outros atos das campanhas eleitorais para prefeitos e vereadores. Volta e meia, se tem notícia disso. Aqui, em Feira de Santana, inclusive.

Isso nos leva a refletir sobre a real intenção dos políticos brasileiros em relação à pandemia do novo coronavírus. Antes do início das campanhas eleitorais, era quase unanimidade entre eles, os incentivos para que a população ficasse em casa e evitasse aglomerações. Ainda hoje, quando se fala da Covid-19, ouve-se de muitos, sobre a importância de evitar grandes reuniões de pessoas. Mas quando se fala em campanha política, o discurso muda. Vira um 'bota a máscara e vem pra rua', e isso, também tem sido quase unanimidade entre eles.

No momento em que um candidato promove uma passeata ou carreata, reunindo um grande número de pessoas, ele mostra o que realmente importa para ele, acima de tudo: o voto. Não dá pra entender de outra forma. Enquanto todas as autoridades de saúde preconizam o contrário, a maioria dos políticos, quando colocam na balança, dão um peso maior para o voto, sem se importar com o risco de contaminação em massa que os atos de campanha podem oferecer.

Em tempos de eleição e de pandemia, é importante pensarmos nisso, e quem sabe, até utilizar essa reflexão como um dos critérios para escolher os nossos representantes. Tente escolher alguém que se importe verdadeiramente com as mesmas causas que importam para você. Isso, se você encontrar.


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