A caça começou

Foto: Divulgação

Com o fim do prazo para pagamento, aqui na Bahia, do IPVA de veículos com final de placa 1, 2, 3, 4, 5 e 6, começaram a ser realizadas as blitzes de fiscalização para flagrar carros e motocicletas circulando pelas ruas com o pagamento do imposto vencido e não realizado. Nas principais ruas e avenidas de Feira de Santana, essa fiscalização tem sido intensa, e acontece praticamente todos os dias.

O não pagamento do IPVA pode gerar, como consequência, a apreensão do veículo até o pagamento da dívida, multa, além das diárias do período em que o veículo ficar apreendido no pátio.

A fiscalização é, de fato, necessária. Todo cidadão brasileiro tem a obrigação de pagar seus impostos, e para fazer as regras serem cumpridas, só mesmo fiscalizando. O que não entendo é toda essa quantidade de blitzes, praticamente diárias. Toda uma força tarefa para flagrar pessoas que não pagaram o imposto, como se estivéssemos falando de um crime terrível e como se um veículo com o IPVA atrasado oferecesse um imenso risco às pessoas ou ao trânsito da cidade. Isso acaba dando margem às pessoas acreditarem que o único objetivo seja gerar a multa (aquela chamada por muitos de 'indústria das multas'), o que prefiro não acreditar.

Outro fato que chama atenção é que temos recebido relatos de ouvintes diariamente em nossos programas de radiojornalismo, dando a informação de que, nessas blitzes, apenas o pagamento do IPVA é checado. Se está pago, o veículo é liberado, e se não está, é apreendido.
Ora, se o policial parou o veículo na blitz, muitas outras coisas podem, e devem ser checadas, como se ele possui todos os itens obrigatórios de segurança, além de, no mínimo, uma revista, para possivelmente, verificar se o condutor possui armas e drogas ilícitas no veículo. Se é para realizar uma caçada, que ela seja para encontrar toda e qualquer ilegalidade. Principalmente, aquelas que põe em risco a vida das pessoas.

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