Após “apoio crítico”, Ciro viaja à Europa e preocupa Haddad no segundo turno

Ciro não queria ter sua imagem associada à do PT neste segundo turno tão polarizado mesmo que a proposta seja por valores democráticos

Dida Sampaio/ Estadão

Ciro Gomes, candidato à presidência que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, decidiu viajar à Europa ainda nessa quinta (11). 

A campanha de Fernando Haddad (PT) manifestou preocupação porque Haddad tinha esperança de convencer Ciro a integrar sua equipe, em defesa dos valores democráticos.

Segundo reportagem da Folha de São Paulo, a ausência de Ciro foi compreendida com se o pedetista não quisesse participar de um movimento mais amplo contra Jair Bolsonaro (PSL). Nesta quarta (10), o PDT anunciou um 'apoio crítico' a Haddad.

A informação de que Ciro viajaria por pelo menos uma semana para o exterior foi confirmada pela Folha pelo irmão dele, Cid Gomes. A assessoria do agora ex-candidato afirmou que ele iria 'tirar uns dias para descansar e cuidar da saúde. 

Aliados, por sua vez, disseram que Ciro não queria ter sua imagem associada à do PT neste segundo turno tão polarizado".

Apoio crítico 

Nesta quarta (10) a cúpula do PDT anunciou apoio critico a campanha de Fernando Haddad (PT) e afirmou que adere à candidatura petista “para evitar a vitória das forças mais reacionárias e atrasadas do Brasil e a derrocada da democracia”. 

No entanto, o predidente da sigla, Carlos Lupi, falou que  "não faremos nenhuma reivindicação. Por isso que a gente fala que é o voto crítico. É voto sem participação em campanha. Não queremos, já está clara a nossa posição, a participação em nenhum governo se Fernando Haddad ganhar a eleição", afirmou Lupi.

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