Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria explica aumento no valor do pão em Feira

o vice-presidente João Batista explica que o Brasil ainda é dependente da importação

Rachel Pinto/Acorda Cidade

Recentemente foi constatado aumento do trigo que impactou diretamente no valor dos pães em Feira de Santana. Em entrevista de Marcelo Fernandes para o Bom Dia Feira, o vice-presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Estado da Bahia, com exceção de Salvador, João Batista disse que o valor aumentou na média de 20 a 25% sendo que muitas vezes se percebe que, nas regiões mais periféricas, não teve aumento devido ao fato do pão ser vendido por unidade ao invés de peso.

Desta forma, algumas panificadoras mantiveram o valor da unidade mas reduziram o tamanho do pão, o que João Batista aponta como incorreto por descumprir a obrigação determinada por lei e lesar o consumidor com menos mercadoria. “Precisava haver uma fiscalização para que todo mundo vendesse igual e aquilo que diz estar vendendo”, afirma.

João Batista aponta que, há algum tempo já havia uma procura por parte dos panificadores para aumentar o preço do pão porque há três anos ele estava estabilizado, mas as necessidades básicas utilizadas na indústria acresciam. À época, a farinha de trigo, produto que mais se gasta para fazer o pão, ainda não tinha subido, embora já estava em ascendência os valores dos salários, da energia, combustível e água. Pelo recente aumento do valor do trigo em dólar e também o aumento do valor do próprio dólar, o impacto de custo ganhou a proporção de aumentar o preço do pão, explicou.

Segundo o vice-presidente do sindicato, a Argentina, que sempre teve o melhor preço e mais barato frete para importação do trigo, não conseguiu corresponder a demanda. O trigo passou a ser buscado nos Estados Unidos, Canadá e Austrália que, embora tenha qualidade, fica mais caro para a aquisição brasileira. Com a grande procura do trigo, a oportunidade foi aproveitada para aumentar o valor em dólar da iguaria e desta maneira, uma parte do valor precisou ser repassado com reajuste no valor do pão.

Uma vantagem é apontada por João Batista, no entanto. Atualmente o preço do dólar está estabilizou e o valor do trigo tende a diminuir cerca de 10% porque, segundo ele, a Argentina deve voltar a fornecer normalmente. Uma saca de farinha chegou a custa mais de R$ 130 reais porque passou para U$ 300 dólares a tonelada de trigo que costumava custar U$ 180 dólares.

O Brasil não é autossuficiente na produção de trigo, depende em cerca de 70% da importação. A produção nacional com qualidade adequada para panificação se restringe ao Sul do país, por causa do frio. Ainda assim, em algumas regiões de lá o trigo só tem qualidade para produzir rações. O plantio não se adapta a regiões quentes e o que se produz na Bahia, na Chapada Diamantina, que é uma região mais alta, ainda é pouco e não tem qualidade – o teor de glúten da farinha derivada é inferior, não dá para fazer certos tipos de pães, sendo útil apenas para confecção de bolos, explicou João Batista.

Com informações de Marcelo Fernandes.

Recentemente foi constatado aumento do trigo que impactou diretamente no valor dos pães em Feira de Santana. Em entrevista de Marcelo Fernandes para o Bom Dia Feira, o vice-presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Estado da Bahia, com exceção de Salvador, João Batista disse que o valor aumentou na média de 20 a 25% sendo que muitas vezes se percebe que, nas regiões mais periféricas, não teve aumento devido ao fato do pão ser vendido por unidade ao invés de peso.

Desta forma, algumas panificadoras mantiveram o valor da unidade mas reduziram o tamanho do pão, o que João Batista aponta como incorreto por descumprir a obrigação determinada por lei e lesar o consumidor com menos mercadoria. “Precisava haver uma fiscalização para que todo mundo vendesse igual e aquilo que diz estar vendendo”, afirma.

João Batista aponta que, há algum tempo já havia uma procura por parte dos panificadores para aumentar o preço do pão porque há três anos ele estava estabilizado, mas as necessidades básicas utilizadas na indústria acresciam. À época, a farinha de trigo, produto que mais se gasta para fazer o pão, ainda não tinha subido, embora já estava em ascendência os valores dos salários, da energia, combustível e água. Pelo recente aumento do valor do trigo em dólar e também o aumento do valor do próprio dólar, o impacto de custo ganhou a proporção de aumentar o preço do pão, explicou.

Segundo o vice-presidente do sindicato, a Argentina, que sempre teve o melhor preço e mais barato frete para importação do trigo, não conseguiu corresponder a demanda. O trigo passou a ser buscado nos Estados Unidos, Canadá e Austrália que, embora tenha qualidade, fica mais caro para a aquisição brasileira. Com a grande procura do trigo, a oportunidade foi aproveitada para aumentar o valor em dólar da iguaria e desta maneira, uma parte do valor precisou ser repassado com reajuste no valor do pão.

Uma vantagem é apontada por João Batista, no entanto. Atualmente o preço do dólar está estabilizou e o valor do trigo tende a diminuir cerca de 10% porque, segundo ele, a Argentina deve voltar a fornecer normalmente. Uma saca de farinha chegou a custa mais de R$ 130 reais porque passou para U$ 300 dólares a tonelada de trigo que costumava custar U$ 180 dólares.

O Brasil não é autossuficiente na produção de trigo, depende em cerca de 70% da importação. A produção nacional com qualidade adequada para panificação se restringe ao Sul do país, por causa do frio. Ainda assim, em algumas regiões de lá o trigo só tem qualidade para produzir rações. O plantio não se adapta a regiões quentes e o que se produz na Bahia, na Chapada Diamantina, que é uma região mais alta, ainda é pouco e não tem qualidade – o teor de glúten da farinha derivada é inferior, não dá para fazer certos tipos de pães, sendo útil apenas para confecção de bolos, explicou João Batista.

Com informações de Marcelo Fernandes.


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