Coligação de Meirelles pede que TSE rejeite candidatura de Alckmin

Advogados argumentam que as atas de seis partidos que compõem a coligação do tucano (PTB, PP, PR, DEM, PRB e SD) estão irregulares

© Adriano Machado/Reuters

A coligação MDB-PHS, que tem Henrique Meirelles como candidato ao Planalto, pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nessa sexta-feira (17), para rejeitar o registro de candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB).

Os advogados argumentaram no pedido que as atas de seis partidos que compõem a coligação de Alckmin (PTB, PP, PR, DEM, PRB e SD) estão irregulares. De acordo com eles, as atas não exibem expressa concordância com a participação de todos os partidos na coligação.

Segundo apurado pelo 'G1', a coligação de Meirelles pede que, se a coligação de Alckmin não for rejeitada, o tribunal retire os seis partidos do grupo que apoia o tucano.

O ministro Tarcísio Vieira vai analisar o caso. Se o pedido for atendido, Alckmin ficará com menos tempo de TV.

Cada bloco de propaganda dura 12 minutos e 30 segundos. Segundo levantamento de analistas do banco BTG Pactual, os seis partidos da coligação do candidato tucano somam 3 minutos e 42 segundos (PTB tem direito a 36 segundos; PP, 53 segundos; PR, 48 segundos; DEM, 31 segundos; PRB, 31 segundos; e SD, 23 segundos).

Prazo para contestação

O TSE publicou o edital da candidatura de Alckmin no último dia 10. As regras estabelecem que candidatos, partidos, coligações e o Ministério Público podem contestar candidaturas em até cinco dias úteis a partir do edital. Sendo assim, o prazo para questionamento acabou nessa sexta-feira (17).

Cidadãos com direitos políticos válidos também podem se manifestar por meio da apresentação de uma "notícia de inelegibilidade" ao TSE. Em todos os casos, cabe ao tribunal analisar os questionamentos a candidaturas de postulantes à Presidência da República.

Compartilhe

Deixe seu comentário